Quarta-feira, 08/04/26

Jornalista dos EUA sequestrada no Iraque será solta, diz grupo armado

Jornalista dos EUA sequestrada no Iraque será solta, diz grupo armado
Jornalista dos EUA sequestrada no Iraque será solta, diz grupo – Reprodução

UOL/FOLHAPRESS

A milícia Kataib Hezbollah, que clamou a responsabilidade pelo sequestro da jornalista Shelly Kittleson no Iraque, informou nesta terça-feira (07) que vai libertá-la.

Kittleson precisa deixar o Iraque imediatamente após ser libertada, informou o grupo xiita em um comunicado. O comunicado foi feito pelo porta-voz de segurança do grupo armado, Abu Mujahid al-Assaf, e não deu previsão para a liberação da mulher.

“Em reconhecimento das posições nacionais do primeiro-ministro que está deixando o cargo, decidimos libertar a ré americana Shelly Kittleson, sob a condição de que ela deixe o país imediatamente”, afirma o comunicado.

Autoridades do Iraque e dos EUA ainda não comentaram a possível libertação. Anteriormente, o governo americano disse que Shelli Kittleson foi avisada sobre as ameaças antes do sequestro.

Promessa de libertação da jornalista acontece exatamente uma semana após o sequestro. Ela foi levada por um grupo de homens enquanto caminhava em uma rua de Bagdá em 31 de março.

Kataib Hezbollah, grupo que clamou a autoria do sequestro, é ligado ao Irã e já cometeu outros raptos de estrangeiros. Ela foi formada em 2003 e foi considerada uma organização terrorista pelos EUA em 2009.

RELEMBRE O CASO

Shelly Kittleson estava em Bagdá quando foi levada por desconhecidos em um carro. O Ministério do Interior do Iraque disse que montou uma operação para encontrar a repórter e que um suspeito do crime foi detido após bater o carro durante a fuga. A jornalista, porém, estava em outro veículo, com outros criminosos.

Sequestro ocorreu na região central da capital iraquiana. De acordo com o Al-Monitor, Kittleson foi levada perto do Baghdad Hotel, na rua Saadoun, em Bagdá.

A mulher teve entrada no país proibida ao tentar cruzar a fronteira da Síria com o Iraque em 9 de março.

A informação foi dada pelo conselheiro do primeiro-ministro, Hussei Alawi, à agência de notícias Associated Press. Segundo ele, a recusa aconteceu porque Shelly não tinha um visto de trabalho e por “preocupações de segurança” relacionadas à guerra dos EUA com o Irã.

Pouco após ser recusada, a repórter conseguiu entrar no país com um visto temporário de 60 dias. O visto em questão é cedido a cidadãos de países vizinhos que precisam transitar pelo Iraque por rotas de transporte entre um país e outro.

Shelly estava hospedada em um hotel no centro de Bagdá. Ela entrou no país “poucos dias antes” de ser sequestrada, segundo Alawi.

A repórter atua há anos na cobertura do Oriente Médio. O perfil profissional de Shelly Kittleson no X a descreve como jornalista premiada que cobre o Oriente Médio e o Afeganistão para veículos como BBC, Al-Monitor e Foreign Policy. O Al-Monitor também a apresenta como repórter baseada em Bagdá.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *