A decisão vem na esteira de um julgamento histórico no qual um júri da cidade norte-americana de Los Angeles considerou em março Meta e Google como negligentes por criarem plataformas de mídia social que são prejudiciais aos jovens. O júri concedeu um total de US$6 milhões a uma mulher de 20 anos que disse ter se tornado viciada em mídia social quando criança.
Um júri separado, um dia antes, considerou que a Meta devia US$375 milhões em penalidades civis em um processo movido pelo procurador-geral do estado norte-americano Novo México, acusando a empresa de enganar os usuários sobre a segurança do Facebook e do Instagram e de permitir a exploração sexual infantil nessas plataformas.
Trinta e quatro outros estados dos EUA estão movendo processos semelhantes contra a Meta em um tribunal federal. O processo movido pela procuradora-geral de Massachusetts, Andrea Joy Campbell, democrata, é um dos pelo menos nove que os procuradores-gerais têm aberto desde 2023 em tribunais estaduais, incluindo um movido na quarta-feira pela procuradora-geral de Iowa, Brenna Bird, republicana.
O processo de Campbell ganhou as manchetes por causa das alegações sobre como o presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, ignorou preocupações de que aspectos do Instagram poderiam ter um efeito prejudicial sobre seus usuários.
O processo afirma que os recursos do Instagram, como notificações push, “curtidas” de publicações de usuários e uma rolagem interminável, foram projetados para lucrar com as vulnerabilidades psicológicas dos adolescentes e seu “medo de ficar de fora”.
O estado alega que dados internos mostram que a plataforma está causando dependência e prejudicando as crianças.








