Sábado, 11/04/26

Vicente Luque relembra início no DF e mira vitória em Miami

Vicente Luque relembra início no DF e mira vitória em Miami
Vicente Luque relembra início no DF e mira vitória em – Reprodução

O brasileiro Vicente Luque estreia no peso médio do UFC 327 neste sábado (11/4) e enfrenta o norte-americano Kelvin Gastelum, em Miami. Antes do combate, o Metrópoles conversou com o atleta que projetou a luta.

Vicente Luque carrega o apelido de “assassino silencioso”. O lutador comentou que recebeu o codinome pelo seu estilo de luta:

“Esse apelido vem desse conflito entre o meu estilo de lutar que é muito agressivo com a minha personalidade que é muito calma. Isso começou no TUF 21, aqui nos Estados Unidos, que foi a forma que entrei no UFC”, iniciou.

“Eu sou um cara que não provoco nas entrevistas, sempre fui muito respeitoso, sempre me dei bem com todo mundo, mas nas lutas sempre fui muito agressivo, buscava finalizar, então pegou isso de “assassino silencioso” porque eu não falava muita coisa, mas na hora da luta eu ia lá e executava os meus oponentes”, explicou.

“Acabou sendo um apelido que pegou bem. Na minha carreira eu tive várias sequências de vitórias por finalização e isso fez os meus oponentes me respeitarem muito por esse estilo”, finalizou.

O lutador nasceu nos Estados Unidos, mas morou durante quase toda a sua vida em Brasília. Na capital federal, Vicente Luque deu início nas artes marciais, conheceu a sua esposa e virou pai. O brasileiro retornou à Florida em 2023:

“Minha mãe é de Brasília, mas morou fora durante muito tempo. Eu nasci aqui nos Estados Unidos em 1991, mas minha família retornou para Brasília em 1998 e foi a minha cidade até 2023. Conheci a minha esposa, meu filho é brasiliense, então Brasília é minha casa, apesar de não ter nascido ai”, disse.

O início de Vicente Luque nas artes marciais tem relação familiar. A sua mãe era carateca e sempre incentivou a prática dentro de casa. Inspirado por Shogun, o lutador relembrou o começo da sua trajetória:

“O Shogun foi uma grande inspiração para mim, sempre assisti muito. Minha relação com as artes marciais começou muito cedo porque minha mãe era carateca e eu treinei quando tinha ali uns 10, 11 anos. E com 14, 15 eu conheci o muay thai porque estava muito em alta aqui no Brasil. A partir disso, meus amigos começaram a treinar, eu fui também, em seis meses fiz meu primeiro campeonato e ali decidi seguir com isso para o resto da vida”, apontou.

Vicente vai enfrentar Kelvin Gastelum, um dos grandes nomes do peso médio na sua estreia pelo peso médio do UFC. Sobre o combate, o lutador disse estar ansioso e animado para o seu retorno ao octógono:

“Estou muito animado com essa luta, minha vida hoje é aqui na Flórida, eu moro a 40 minutos do ginásio onde vai ser a luta. Vou ter várias pessoas, vários amigos que vão estar lá acompanhando. Acho que isso são ferramentas que me ajudam muito, estou muito animado com esse novo momento da minha carreira, uma categoria nova, um grande adversário, isso tudo me anima muito”, revelou o brasileiro.

“A gente teve algumas mudanças, a preparação física mudou bastante, a nutrição também, além das pessoas que eu treino. Assim que retornei aos treinos de luta, passei a treinar apenas com as pessoas do peso médio para me acostumar com a altura, força para poder me adaptar. Buscamos a luta com o UFC e deu certo”, explicou.

O lutador vem de duas derrotas no cartel e comentou como transformou a dor do revés em motivação para vencer no final de semana

“Como lutador qualquer derrota é muito difícil. O UFC Rio faz a gente querer muito a nossa vitória, mas eu fui lá e fiz o que eu podia fazer. Tive um golpe muito forte no olho, mas tive muitas coisas para corrigir. Hoje tenho grandes amigos, irmãos no Rio que me ajudaram muito, um excelente suporte, passei um tempo na casa do meu pastor e isso me ajudou muito a refletir o que eu queria para a minha carreira e absorver isso de forma positiva”, apontou.

“Ele é um cara muito experiente, tem um estilo de luta muito forte, mas eu também sou e na luta em pé, até mesmo com finalizações perigosas. Essa luta casou muito bem. Acho que tem tudo para ser uma das melhores lutas da noite. Vou explorar a minha versatilidade para deixar ele desconfortável e abrir caminho para encontrar um nocaute ou uma finalização”, observou Luque.

“Sou ruim com previsão, mas acho que vai ser uma luta muito disputada, mas acho sim que fecho a luta antes dos três rounds”, avaliou.

Para Vicente, estrear com vitória em Miami será o resultado do trabalho que tem feito desde a derrota no UFC Rio

“Uma vitória neste momento é o que eu venho trabalhando, venho buscando a realmente ser o melhor lutador que eu posso. Acho que a vitória vai me colocar no caminho certo. Não enxergo como uma virada de chave, vai ser um momento de estreia na minha nova categoria e vou poder mostrar tudo o que fiz durante esses meses”

“Vou falar para o Kelvin estar preparado porque eu to pronto e vamos fazer uma grande guerra. Vamos com tudo”


Card Preliminar (a partir das 18h30):

Charles Radtke (EUA) x Francisco Prado (ARG) – peso meio-médio (até 77kg)
Kelvin Gastelum (EUA) x Vicente Luque (BRA) – peso médio (até 84kg)
Chris Padilla (EUA) x Marquel Mederos (EUA) – peso leve (até 70kg)
Tatiana Suarez (EUA) x Loopy Goodinez (MEX) – peso-palha feminino (até 52kg)
Mateusz Gamrot (POL) x Esteban Ribovics (ARG) – peso leve (até 70kg)
Kevin Holland (EUA) x Randy Brown (JAM) – peso meio-médio (até 77kg)
Patrício Pitbull (BRA) x Aaron Pico (EUA) – peso pena (até 66kg)

Card principal (a partir das 22h)

Cub Swanson (EUA) x Nate Landwehr (EUA) – peso pena (até 66kg)
Dominick Reyes (EUA) x Johnny Walker (BRA) – peso meio-pesado (até 93kg)
Curtis Blaydes (EUA) x Josh Hokit (EUA) – peso pesado (até 120kg)
Azamat Murzakanov (RUS) x Paulo Costa (BRA) – peso meio-pesado (até 93kg)
Disputa de cinturão: Jiri Prochazka (CZE) x Carlos Ulberg (NZL) – peso meio-pesado (até 93kg)


 


T LB

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