Segunda-feira, 13/04/26

Anthropic pisa no freio e faz a jogada do ano no mundo da IA

Anthropic pisa no freio e faz a jogada do ano no mundo da IA
Anthropic pisa no freio e faz a jogada do ano – Reprodução

Pisar no freio não é inédito. A OpenAI fez isso em 2019, quando anunciou, mas não liberou o GPT-2 na íntegra. Julgou que suas capacidades de texto poderiam ser usadas para desinformação.

São duas as novidaes. Primeiro, o Mythos cumpre a profecia de uma IA capaz de mapear e explorar fragilidades sistêmicas, algo temido há anos por experts em cibersegurança. Segundo, o consórcio de empresas bilionárias valida o que poderia ser visto como bravata.

O sucesso recente Anthropic reforça o temor. Após lançar o modelo Opus 4.5, a empresa viu sua receita anualizada da Anthropic dobrar em dois meses. O responsável foi o Claude Code. O agente de IA voltado a desenvolvedores balançou algumas placas tectônicas no mundo da tecnologia. Segundo relatos feito a Radar Big Tech, diversas startups, incluindo brasileiras, reformularam seus modelos de negócio para não ficar no caminho da Anthropic. É assim que resume o salto tecnológico Pedro Franceschini, o CEO da Brex, startup adquirida pelo Capital One em uma das maiores compras de fintechs da história:

É dessa forma que descrevo para a minha equipe: o Opus 4.5 trouxe a AGI (Inteligência Artificial Geral) ou algo perto disso. E é como se a eletricidade tivesse sido inventada em dezembro e agora, em abril, ainda tivesse gente por aí andando com velas
Pedro Franceschini, CEO do Brex

Não é bem assim, mas tá quase lá

Dario Amodei, CEO da Anthropic Imagem: Kimberly White (TechCrunch)/Wikimedia Commons


T LB

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