O governo de São Paulo garantiu o financiamento de R$ 2,57 bilhões para o Túnel Santos-Guarujá, o primeiro túnel imerso do Brasil, mas o projeto ainda está na fase de planejamento e estudos e as obras devem ter início apenas em 2027.
O Estado formalizou ontem (12) uma operação de crédito de R$ 2,57 bilhões. O vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Dario Durigan assinaram o acordo com o Banco do Brasil para bancar a parte pública do projeto.
O projeto está na etapa de elaboração e licenciamento ambiental. O governo paulista dedica o ano de 2026 para fazer estudos complementares, preparar desapropriações e avançar com as autorizações necessárias.
As obras civis começam apenas em 2027. O cronograma oficial prevê a mobilização dos canteiros e dragagens preliminares no próximo ano, com a operação comercial da via marcada para 2031.
A concessão já está assinada com o grupo português Mota-Engil. A parceria público-privada tem validade de 30 anos e inclui a construção, operação e manutenção de toda a infraestrutura.
O Túnel Santos-Guarujá será o primeiro túnel imerso do Brasil. A estrutura terá 1,5 km de extensão, com 870 metros submersos a 21 metros de profundidade no canal portuário.
A construção não envolve escavação direta debaixo d’água. Os módulos de concreto são fabricados em uma doca seca, levados por flutuação e afundados em uma trincheira no leito do porto.
A travessia vai contar com três faixas de veículos por sentido. O projeto também inclui espaço exclusivo para o VLT, passagem para pedestres, ciclistas e uma galeria de serviços.
O tempo de viagem entre as cidades promete cair para cerca de cinco minutos. A obra, avaliada em R$ 6,8 bilhões, busca reduzir a dependência das balsas e das rodovias da região da Baixada Santista.








