O Brasil sediou, entre 8 e 10 de abril, o 2º Workshop Global para Países com Relatórios Nacionais Voluntários em 2026, na sede da Fundação Oswaldo Cruz, em Brasília. O evento reuniu representantes de 25 nações para discutir avanços na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Organizado pelo Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (UNDESA), o workshop foi correalizado pela Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS), Secretaria-Geral da Presidência da República, Ministério das Relações Exteriores e Fiocruz, com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Itaipu Binacional. A iniciativa antecede o Fórum Político de Alto Nível sobre Desenvolvimento Sustentável (HLPF), em julho, em Nova York, onde os países apresentarão seus RNVs.
O secretário-executivo da CNODS, Lavito Bacarissa, destacou o compromisso brasileiro com a Agenda 2030, enfatizando a troca de experiências e inovações como a ampla participação social. A diretora do Escritório de Apoio Intergovernamental e Coordenação da UNDESA, Lotta Tähtinen, elogiou o protagonismo do Brasil, afirmando que o país lidera a implementação dos ODS e tem muito a compartilhar.
Durante os três dias, os participantes compartilharam desafios, metodologias e boas práticas, com foco em relatórios inclusivos e participativos. Tópicos incluíram engajamento de parceiros, mobilização de instituições, financiamento sustentável e estratégias de comunicação.
No último dia, a programação foi dedicada à experiência brasileira, apresentando a nacionalização de metas e indicadores dos ODS, a criação do ODS 18 sobre igualdade étnico-racial e adaptações locais, como os ODS Munduruku e ODS Rupestres. Palestrantes incluíram Luciana Servo, do Ipea; Tatiana Dias Silva, do Ministério da Igualdade Racial; Joelma Cristina Parente, da Uepa; João Kaba Munduruku, da Associação Indígena Pusuru; e Washington Bonfim, secretário de Planejamento do Piauí.
Representantes internacionais valorizaram o intercâmbio. Jandira de Carvalho Mascarenhas, de Cabo Verde, destacou a utilidade para seu relatório, especialmente o ODS 18. Mara Cossu, da Itália, enfatizou o compartilhamento de experiências para o HLPF. O coordenador-executivo da CNODS, Thiago Gehre Galvão, reforçou a importância de envolver diferentes atores em processos democráticos.
Os RNVs são relatórios voluntários que monitoram avanços nos ODS, promovendo cooperação internacional. Mais de 400 foram apresentados por 191 países desde 2016. O Brasil apresentou o seu em 2024 e deve entregar um novo este ano.
Com informações do Governo Federal








