FALTA RESCISÃO
Trabalhadores afirmam que não receberam o mês de março; prefeitura afirma que processos estão em andamento
Funcionários cobram salários atrasados após saída de OS da Maternidade Célia Câmara em Goiânia (Foto: Secom Goiânia)
Trabalhadores do Hospital Municipal e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia, procuraram o Mais Goiás nesta terça-feira (14) para denunciar o atraso do salário referente a março. Segundo eles, desde a saída da Sociedade Beneficente São José (SBSJ) da gestão da unidade, ocorrida em 1º de abril, não houve pagamento ou qualquer acerto rescisório.
Os servidores relatam que a organização social (OS) SBSJ deixou o hospital e não prestou informações sobre os pagamentos. Além disso, a OS não responde a mensagens nem a e-mails, e também não há mais representantes deles no local. “Estamos sem salário referente ao mês de março, sem acerto trabalhista, sem previsão de nada”, desabafou uma funcionária que pediu para não ser identificada.
“Pelo que sei, todos os funcionários estão sem pagamentos. Acredito que sejam cerca de 800”, revelou a fonte e ressaltou a situação preocupante. Apesar disso, as equipes seguem o trabalho normalmente.
Outra funcionária reforça que houve a baixa na carteira no começo do mês, mas não ocorreu o acerto, assim como o salário de março. “A OS que assumiu não tem responsabilidade [pelos atrasos], então está tudo funcionando normalmente. Mas queremos uma solução.”
O Mais Goiás procurou a prefeitura de Goiânia para se posicionar sobre as denúncias. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que os processos de rescisão contratual dos trabalhadores vinculados à SBSJ estão em curso. “A Secretaria esclarece que as tratativas administrativas necessárias estão sendo realizadas, com acompanhamento técnico, para viabilizar a regularização das pendências apontadas. A SMS segue monitorando a situação e reforça que as medidas cabíveis estão sendo adotadas.”
Na mesma data da troca de gestão, o portal chegou a mostrar uma denúncia de falta de médicos e insegurança para pacientes e familiares. Os relatos, à época, eram de que o local funcionava com a equipe reduzida, levando até mesmo ao fechamento dos portões para novos atendimentos.
Vale lembrar que a SBSJ foi afastada da gestão do hospital pela SMS na noite de 1º de abril. A decisão ocorreu após vistoria técnica apontar falhas no funcionamento da unidade, ausência de médicos de plantão e falta de comprovação sobre escalas e estoques de insumos. O Instituto Patris assumiu provisoriamente a administração da maternidade e deve permanecer à frente da unidade até a formalização de novo termo de colaboração.








