Quinta-feira, 16/04/26

Câmara aprova isenção de ISS para Copa do Mundo Feminina de 2027

Câmara aprova isenção de ISS para Copa do Mundo Feminina de 2027
Câmara aprova isenção de ISS para Copa do Mundo Feminina – Reprodução

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei complementar que permite aos municípios e ao Distrito Federal concederem isenção de Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) para fatos geradores relacionados à Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027. A proposta, de autoria do Poder Executivo, segue agora para análise no Senado.

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 55/26 foi apresentado porque a autorização depende de lei complementar federal. A isenção, que os entes federativos poderão aprovar em lei, deve ser aplicável somente às pessoas jurídicas beneficiárias de isenções de tributos federais, conforme legislação específica do governo federal. O parecer da relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), foi aprovado em Plenário pela constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa da proposta. O prazo de vigência da isenção deverá coincidir com o dos incentivos fiscais federais.

Segundo o governo, o Brasil se comprometeu com uma ampla agenda de desonerações fiscais em todos os níveis da Federação ao apresentar sua candidatura para sediar o evento. Por isso, a aprovação do projeto é necessária com antecedência. O impacto fiscal para o Orçamento da União é zero, uma vez que o ISS é de competência municipal, e a renúncia de receita deve ser estimada pelas leis municipais e distrital.

O torneio ocorrerá de 24 de junho a 25 de julho de 2027, em oito cidades brasileiras: Fortaleza (CE), Salvador (BA), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Recife (PE) e Belo Horizonte (MG). O Brasil será o primeiro país da América do Sul a receber a Copa do Mundo de Futebol Feminino.

Durante o debate em Plenário, o deputado Helder Salomão (PT-ES) defendeu a iniciativa, destacando que o evento valorizará o futebol feminino, atrairá turismo, gerará empregos e promoverá o país. Já o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) criticou o projeto, argumentando que ele prioriza a Copa em detrimento de outros trabalhadores que arcam com impostos sem relação direta com o evento.

T LB

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