Fim da agonia
Agressor alegou que agiu em defesa de criança, mas depoimentos negam ataque do animal
Mecânico que incendiou o cão em Aparecida segue detido (Foto: reprodução)
O cachorro Rolley, que foi queimado por um mecânico no Jardim Olímpico, em Aparecida de Goiânia, não resistiu à gravidade das lesões e morreu. O óbito foi confirmado na sexta-feira (17/4), após o animal ficar uma semana internado na capital. A confirmação foi feita pelo delegado Henrique Berocan, responsável pelas investigações do caso. O cão lutava pela vida em uma clínica veterinária desde que foi atingido por gasolina e fogo, mas o quadro clínico se tornou irreversível devido à extensão das queimaduras.
O crime resultou na prisão preventiva do mecânico Alessandro Sousa Santos. Em seu depoimento, o agressor alegou que agiu para “proteger” uma criança que estava no local, versão que é contestada por evidências e por depoimentos de testemunhas. A própria criança envolvida no episódio confirmou às autoridades que o cão apenas pulou para brincar, sem apresentar comportamento agressivo ou causar qualquer ferimento.
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Nas redes sociais, ativistas e internautas que acompanhavam o tratamento do animal demonstraram revolta. “Infelizmente, o Rolley não resistiu e veio a óbito”, lamentou Gustavo Santos, um dos mobilizadores da causa animal que tentou articular ajuda para os tutores. Em vídeos de desabafo, o sentimento de impunidade dá lugar à cobrança por justiça, “Espero que o agressor colha tudo lá dentro do presídio; ele vai pagar”, afirmou um internauta.
O mecânico foi autuado por maus-tratos a animais. Com a morte de Rolley, o crime ganha um novo peso jurídico. O caso é o segundo registro de violência extrema contra cães na Região Metropolitana em menos de um mês.








