ELEIÇÃO
Engenheira propõe gestão por desempenho, cobra protagonismo do Conselho em obras públicas e aponta falhas em debates urbanos como drenagem e mobilidade
Crea-GO tem seis nomes na disputa à prediência (Foto: Crea-GO)
Este ano, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO) tem seis nomes na disputa à presidência. Entre os postulantes ao cargo, que será definido no próximo dia 3 de julho de 2026, com votação exclusivamente online, está a engenheira civil Tatiana Jucá, que oficializou no sábado (18) a candidatura, sendo a primeira mulher na disputa pelo comando da entidade.
Além dela, também registraram chapas: Petersonn Caparrosa, engenheiro eletricista; Paulo Martins, engenheiro agrônomo; Ulysses Sena, engenheiro civil; Idalino Hortêncio, engenheiro civil; e Roberto Viana, engenheiro civil.
Tatiana afirma que sua proposta combina mudança de modelo de gestão, revisão da fiscalização e atuação mais ativa do Conselho em temas estruturais da cidade, como drenagem urbana e planejamento. Ela afirma que a candidatura parte de uma crítica recorrente entre profissionais da área: a percepção de que o Conselho atua mais como órgão arrecadador do que como entidade de apoio ao exercício técnico.
A proposta central é reposicionar o Crea como agente ativo, tanto na relação com os profissionais quanto na interlocução com o poder público. Para Tatiana, o Conselho deixou de exercer um papel estratégico na cidade. “A gente não vê o nosso conselho representando realmente a engenharia frente aos órgãos públicos”, afirmou.
O diagnóstico se estende a problemas urbanos recorrentes. Ao comentar as falhas na Marginal Botafogo, em Goiânia, a engenheira defendeu que a ausência de planejamento de longo prazo agrava situações que se repetem há anos. Segundo ela, intervenções pontuais não resolvem a questão. “A cancela está sendo uma ação paliativa, uma solução até midiática”, disse, ao criticar medidas emergenciais adotadas na via.
A candidata sustenta que há solução técnica para problemas como alagamentos, mas que isso exige diagnóstico estruturado e decisões de maior impacto, como obras de retenção e readequação do sistema de drenagem. A avaliação é de que a cidade cresceu sem atualização proporcional da infraestrutura, o que pressiona o sistema existente.
Nesse contexto, Tatiana defende que o Crea assuma papel mais propositivo, atuando de forma preventiva e participando da formulação de soluções junto a prefeituras e governo estadual. “Ele precisa ser um conselho mais proativo, que dialogue com os entes públicos para garantir a melhor técnica”, afirmou.
A reformulação da fiscalização é outro eixo da candidatura. O modelo proposto prevê diferenciação entre profissionais regulares e exercício ilegal da profissão, com orientação inicial e prazo para adequação antes da aplicação de penalidades. A ideia é reduzir o caráter punitivo e ampliar o papel educativo do Conselho.








