Sábado, 25/04/26

Cientista da Amazônia Maria Teresa Fernandez Piedade conquista Prêmio Almirante Álvaro Alberto 2026

Cientista da Amazônia Maria Teresa Fernandez Piedade conquista Prêmio Almirante Álvaro Alberto 2026
Cientista da Amazônia Maria Teresa Fernandez Piedade conquista Prêmio Almirante – Reprodução

A trajetória científica de Maria Teresa Fernandez Piedade, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), foi premiada com o Prêmio Almirante Álvaro Alberto 2026. A honraria, uma das principais da ciência brasileira, reconhece suas contribuições para o estudo dos ecossistemas aquáticos da Amazônia e seu impacto no equilíbrio climático do país.

Com quase cinco décadas de dedicação, Maria Teresa concentrou suas pesquisas nas adaptações da vegetação e de outros organismos às variações dos níveis dos rios amazônicos. Esses estudos exploram como os ecossistemas se ajustam aos ciclos anuais de cheias e secas, fundamentais para o funcionamento da floresta. “Meu trabalho é, principalmente, buscar as adaptações da vegetação aos corpos de água da região dos grandes e dos pequenos rios da Amazônia e estudar como os organismos se adaptam a esses sistemas onde a água sobe e desce ao longo do ano”, explica a cientista.

Sua equipe também investiga os efeitos das intervenções humanas, como barragens, que alteram o regime natural dos rios e provocam mudanças na vegetação e na biodiversidade. Apesar dos avanços, Maria Teresa alerta para os desafios ambientais na região, incluindo desmatamento, poluição e mudanças climáticas. “É uma corrida contra o tempo”, afirma, defendendo maior investimento em ciência e na formação de novos pesquisadores para preencher lacunas de conhecimento na Amazônia.

Ao receber o prêmio, a pesquisadora expressou emoção e surpresa. “Receber o Prêmio Almirante Álvaro Alberto é um sonho inimaginável”, disse. Ela destacou o apoio institucional, especialmente do CNPq, que viabilizou suas bolsas e projetos ao longo da carreira. Maria Teresa também enfatizou a importância de incentivar a participação feminina na ciência, afirmando que “nenhuma mulher deve se sentir menor e deixar de fazer pesquisa porque é mulher”, promovendo uma ciência mais colaborativa e sensível.

T LB

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