Domingo, 26/04/26

Cães policiais ampliam capacidade de atuação no DF

Cães policiais ampliam capacidade de atuação no DF
Cachorros policiais ampliam capacidade de atuação no DF – Reprodução

Atuação dos cães policiais no DF

Com uma capacidade olfativa até 300 milhões de vezes superior à humana, os cães policiais são uma peça estratégica para a segurança pública no Distrito Federal. A atuação desses animais, conhecidos como K9, é desempenhada pelo Batalhão de Policiamento com Cães (BPCães) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) em diversas frentes, como na detecção de drogas e explosivos e na busca por suspeitos.

A precisão dos cães em operações policiais ganhou destaque nacional após uma ação em abril no Rio de Janeiro, onde um pastor-belga-malinois ajudou a localizar um depósito com 48 toneladas de maconha, a maior apreensão da substância na história do Brasil. No DF, o BPCães é referência e emprega os animais em diferentes modalidades.

Agentes caninos de destaque

Os cães do BPCães são separados por idade e especialidade. Entre os agentes caninos que já atuaram em grandes operações no DF estão Paçoca, Xamã e Izzy, conhecidos por participarem de grandes apreensões de entorpecentes. Zang localizou drogas em um carro funerário, e Scott tem um histórico de apreensões de armas de fogo e drogas enterradas. Zaira atuou em operações de busca e captura de criminosos, enquanto Eros auxiliou na detecção de explosivos em diversas ocorrências, incluindo as explosões próximas ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024.

Treinamento e seleção dos cães policiais

A seleção dos cães começa quando ainda são recém-nascidos. Uma equipe especializada avalia instintos como impulso de caça, proatividade e facilidade em seguir comandos. Raças como pastor-alemão e, principalmente, pastor-belga-malinois, são priorizadas por características como inteligência, resistência física, coragem e versatilidade.

O treinamento é baseado na associação de odores ao reforço positivo. No caso do farejamento de narcóticos, as próprias substâncias são usadas de forma controlada, sem contato direto dos animais, para impregnar o odor em materiais específicos de treinamento.

Rotina operacional e aposentadoria

Atualmente, o BPCães conta com 48 cachorros, incluindo 17 filhotes em treinamento. O subcomandante do batalhão, major Yuri Dezen, informa que a unidade é frequentemente acionada para apoiar outras forças locais em varreduras, identificação de explosivos e ocorrências com drogas e foragidos. O batalhão também recebe unidades de outros estados para troca de experiências.

“Começamos desde cedo, por volta dos três meses do cão, quando ele passa a conhecer o ambiente e conseguimos avaliar se ele tem aptidão para o trabalho. Condicionado a identificar determinados odores, para o animal, vira uma brincadeira encontrar aquele cheiro e ser recompensado com um brinquedo ou carinho. Enquanto o policial cumpre a missão, o cão entende que venceu o jogo”, explica o major Dezen.

A carreira operacional dos cães dura até os 7 ou 8 anos de idade. Após esse período, eles são aposentados do serviço e encaminhados para lares que ofereçam boa qualidade de vida. Geralmente, permanecem com seus condutores, mas também há casos de adoção pela comunidade.

T LB

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