A Promotoria federal de Nova York acusou, nesta quarta-feira (29), o governador do estado mexicano de Sinaloa, Rubén Rocha Moya, de narcotráfico, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
Rocha Moya, membro do partido governista Morena, governa este violento estado desde 2021. Durante sua gestão, Sinaloa tem sido sacudido por disputas entre duas facções do cartel de mesmo nome.
Em uma postagem no X, o governador rejeitou as acusações e denunciou o que chamou de “estratégia perversa” contra a soberania do México.
“Rejeito categoricamente e absolutamente as atribuições formuladas contra mim pela Promotoria Federal do Distrito Sul de Nova York, pois carecem de qualquer veracidade e fundamento”, escreveu.
A Promotoria de Nova York informou, em um comunicado, que Rocha Moya e outros “antigos ou altos funcionários do governo e das forças de ordem” se associaram ao Cartel de Sinaloa “para distribuir quantidades massivas de narcóticos nos Estados Unidos”.
Entre os funcionários apontados estão o senador do Morena Enrique Inzunza; o presidente municipal de Culiacán (capital do estado), Juan de Dios Gámez; o vice-promotor estadual Dámaso Castro, e o secretário de Administração e Finanças local, Enrique Díaz Vega.
Segundo a Promotoria, a facção “Los Chapitos”, dos filhos do narcotraficante Joaquín “Chapo” Guzmán, do Cartel de Sinaloa, ajudou Rocha Moya a se eleger.
“Em troca, tanto antes quanto depois de se tornar governador, Rocha Moya se reuniu com os ‘Chapitos’, aos quais prometeu proteção enquanto distribuíam quantidades massivas de drogas nos Estados Unidos”, diz o documento.
O Cartel de Sinaloa é um dos seis grupos mexicanos de narcotráfico designados como organizações terroristas pelo presidente americano, Donald Trump.








