Sexta-feira, 01/05/26

Escolas do DF registram melhora no rendimento após proibição de celulares

Escolas do DF registram melhora no rendimento após proibição de celulares
Escolas do DF registram melhora no rendimento após proibição de – Reprodução

Pouco mais de um ano após a entrada em vigor da Lei nº 15.100/2025, que restringe o uso de celulares nas escolas públicas do Distrito Federal, a medida tem se integrado à rotina escolar, trazendo reflexos positivos no ambiente de aprendizagem e nas relações interpessoais.

No Centro Educacional Incra 8, localizado na zona rural e com cerca de mil estudantes do 6º ano do Ensino Fundamental à 3ª série do Ensino Médio, a adaptação consolidou-se com estratégias pedagógicas que incentivam o engajamento presencial. A diretora Solange da Cunha Pereira destaca que cerca de 80% dos alunos já se adequaram às regras, que proíbem o uso dos aparelhos em todos os espaços da escola, incluindo o intervalo, com os dispositivos guardados nas mochilas.

Estudantes como Camila Ambra Aires dos Santos, de 17 anos, relatam maior foco nas disciplinas e redução no isolamento digital. “Aumentou meu rendimento na escola, e em casa eu nem uso tanto o celular quanto antes”, afirma ela, enfatizando o valor das interações reais. Maria Fernanda de Souza Costa, de 14 anos, nota melhorias no raciocínio, ao desenvolver respostas sem recorrer à internet, enquanto Alex Yudi Togashi, de 15 anos, celebra o aumento de amizades e a superação da timidez.

Professores também observam avanços. O docente de matemática Germano Pereira dos Santos Filho percebe mais concentração dos alunos e melhorias na prática educativa em casa, afetando inclusive suas próprias filhas. A secretária interina de Educação, Iêdes Soares Braga, avalia a implementação como positiva, com superação de desafios iniciais e ganhos no foco e na participação estudantil.

A adaptação envolveu diálogo constante para superar resistências iniciais, com criação de espaços para leitura, jogos de tabuleiro e atividades manuais. A fiscalização é gradual, priorizando advertências e, em último caso, recolhimento do aparelho ou suspensões.

Famílias corroboram os benefícios. A mãe de Maria Fernanda, Patrícia de Sousa Rodrigues, nota melhor comportamento e desempenho da filha, com limites semelhantes adotados em casa. Weslla Santana, mãe de Alex, reforça a evolução na socialização do filho, que antes era mais isolado.

Com informações da Agência Brasília

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *