Domingo, 03/05/26

Presidente de Cuba reage a fala de Trump e diz que país não vai se render

Presidente de Cuba reage a fala de Trump e diz que país não vai se render
Presidente de Cuba reage a fala de Trump e diz – Reprodução

UOL/FOLHAPRESS

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou que o país não vai se render a ameaças dos EUA, após Donald Trump dizer que os norte-americanos vão tomar o controle da ilha “quase imediatamente”.

Díaz-Canel respondeu hoje a uma fala de Trump que sugeriu uma ação rápida dos EUA contra Cuba.

“Nenhum agressor, por poderoso que seja, encontrará rendição em Cuba. Tropeçará com um povo decidido a defender a soberania e a independência em cada palmo do território nacional”, escreveu o presidente cubano em publicação no X.

Presidente cubano disse que a retórica do governo americano elevou o risco do confronto. Para ele, “o presidente dos EUA eleva suas ameaças de agressão militar contra Cuba a uma escala perigosa e sem precedentes”.

Díaz-Canel também pediu que outros países se posicionem sobre o episódio. “A comunidade internacional deve tomar nota e, junto ao povo dos EUA, determinar se se permitirá um ato criminoso tão drástico para satisfazer os interesses de um grupo pequeno, mas rico e influente, com ânsias de vingança e dominação”, disse.

O QUE TRUMP DISSE NA VÉSPERA

Trump falou ontem que os EUA poderiam assumir Cuba “quase imediatamente”, durante um evento em Palm Beach, na Flórida. “E ele vem originalmente de um lugar chamado Cuba, que nós vamos assumir quase imediatamente”, afirmou, ao mencionar um convidado.

Presidente norte-americano citou o conflito com o Irã ao explicar que trataria Cuba depois. “Cuba tem problemas. Vamos terminar uma coisa primeiro. Gosto de terminar um trabalho”, disse.

Trump ainda mencionou o envio de um porta-aviões para perto da costa cubana, sem detalhar se falava de um plano real. “Vamos parar a cerca de 100 jardas [91 metros] da costa, e eles vão dizer: ‘Muito obrigado. Nós nos rendemos’”, declarou.

SANÇÕES E REAÇÃO DO GOVERNO CUBANO

Declarações ocorreram no mesmo dia em que Trump assinou um decreto com novas sanções contra Cuba. As medidas miram bancos estrangeiros que mantêm relações com Havana e setores estratégicos da economia, como energia e mineração.

Washington voltou a classificar a ilha como “ameaça extraordinária” à segurança nacional e manteve o embargo em vigor desde 1962. Em janeiro, os EUA impuseram um bloqueio ao envio de petróleo, permitindo a entrada no país apenas de um navio com petróleo russo.

Chanceler cubano Bruno Rodríguez criticou o endurecimento das medidas americanas. “O governo dos Estados Unidos se alarma e responde com novas medidas coercitivas unilaterais ilegais e abusivas contra Cuba”, escreveu ele no X.

T LB

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