O Programa História Oral do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) divulgou uma entrevista com o juiz substituto de 2º grau Fernando Antônio Tavernard Lima, concedida ao desembargador Roberval Belinati. A conversa, disponível no canal oficial do TJDFT no YouTube e na Página do Memorial, relembra momentos marcantes da carreira de 30 anos do magistrado.
Natural do Rio de Janeiro, Tavernard tem família oriunda do Amapá e foi criado em Brasília, o que o leva a se considerar ‘um cidadão da República Federativa do Brasil’. Formado em Direito pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal (AEUDF), é especialista em Direito Penal pela Universidade Católica de Brasília (UCB) e mestre em Direito pela Universidade de Saarland, na Alemanha, com diploma reconhecido pela UCB.
Ele tomou posse como juiz de direito substituto do TJDFT em 1996 e foi promovido a juiz de direito em 2000. Entre 1998 e 2000, atuou como juiz auxiliar da Presidência do Tribunal. Ao longo da carreira, foi titular do 2º Juizado Especial Cível de Taguatinga, do 2º Juizado Especial Cível de Brasília, da 7ª Vara de Família de Brasília e das 2ª e 3ª Turmas Recursais dos Juizados Especiais do TJDFT, além de exercer a titularidade da 14ª Zona Eleitoral de Brasília.
Antes de ingressar na magistratura, Tavernard iniciou a carreira como auxiliar de Atendimento Social na antiga Fundação Nacional do Bem-Estar do Menor (Funabem), lidando com menores em conflito com a lei. Posteriormente, atuou como escrivão e delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e como promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).
Na entrevista, o juiz destacou a convocação para compor a 2ª Turma Cível como um momento marcante, descrevendo-o como repleto de desafios e aprendizado. ‘Isso me trouxe noites atropeladas e dias desafiadores para aprender coisas novas, o que adoro!’, recordou. Ele expressou gratidão por pertencer ao TJDFT e por todos que contribuem para o bem comum, com esperança, harmonia e paz.
O Programa História Oral, idealizado em 2008 pela desembargadora Maria Thereza Braga Haynes e retomado em 2014, preserva a memória institucional do Judiciário brasiliense desde sua instalação em 1960. Na gestão 2024-2026, a iniciativa é uma das prioridades da 1ª Vice-Presidência, sob a liderança do desembargador Roberval Belinati, com novos depoimentos que resgatam a trajetória do Tribunal.








