Quinta-feira, 07/05/26

cientistas fazem IAs se clonarem para outros computadores

cientistas fazem IAs se clonarem para outros computadores
cientistas fazem IAs se clonarem para outros computadores – Reprodução

Em linhas gerais, os modelos de IA que se deram melhor foram: Qwen 2.5-32B (da Alibaba), Claude Opus 4.6 (Anthropic) e ChatGPT 5.4 (OpenAI). A pesquisa avaliou, por exemplo, a capacidade de as IAs obterem as credenciais, conseguirem privilégios de administrador e verificarem a transferência de arquivos.

Especialistas em segurança digital ressaltam que o experimento não equivale a uma IA “fora de controle” no mundo real. “Eles estão testando em ambientes que, em muitos casos, têm segurança fraca”, disse o especialista em cibersegurança Jamieson O’Reilly à publicação.

O’Reilly afirma que o valor do estudo está em documentar o processo, mas que redes corporativas monitoradas tendem a dificultar esse tipo de ação. “Isso não tira o valor da pesquisa, mas significa que o resultado pode parecer bem menos assustador em um ambiente empresarial real com mesmo um nível médio de monitoramento”, completou.

Por que o estudo não deve ser lido como alarme

Capacidade de se espalhar por redes não é novidade no mundo do crime digital, e a comparação mais direta é com malwares tradicionais. “Malware vem movendo cópias de si mesmo há décadas, só que ninguém fez isso, até onde eu sei, com modelos locais de linguagem”, afirmou.

Tamanho dos modelos também limita uma replicação discreta, segundo os especialistas. “Pense na complexidade em enviar 100 GB por uma rede corporativa toda vez que você invadisse um novo computador. Para um atacante habilidoso, isso é como andar numa loja de porcelana fina balançando uma bola de ferro presa a uma corrente”, comparou O’Really.


T LB

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