O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre deste ano, uma alta de 17% em relação ao mesmo período do ano passado.
No acumulado dos últimos 12 meses, o lucro recorrente alcançou R$ 15,6 bilhões, superando o recorde anterior de R$ 15,2 bilhões obtido no final do ano passado. “No primeiro trimestre deste ano, esse resultado foi recorde novamente, com R$ 15,6 bilhões de lucro recorrente nos últimos 12 meses”, anunciou Alexandre Abreu, diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do banco.
Os ativos totais do BNDES somaram R$ 995 bilhões no período, o maior valor nominal da história da instituição. A carteira de crédito atingiu R$ 678,2 bilhões, com aumento de 14% em comparação ao ano anterior e o maior patamar desde 2016. O patrimônio líquido chegou a R$ 192 bilhões.
O banco de fomento destacou o crescimento no resultado operacional, com aprovações de crédito totalizando R$ 45,7 bilhões, alta de 37% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Os desembolsos foram de R$ 36,2 bilhões, representando um aumento de 44%.
Houve avanços significativos em setores específicos: as aprovações para infraestrutura cresceram 51%, somando R$ 13,4 bilhões; para a agropecuária, o aumento foi de 40%, totalizando R$ 9,1 bilhões; e para a indústria, de 67%, alcançando R$ 8 bilhões.
Para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), as aprovações atingiram R$ 29 bilhões, com alta de 120% na comparação anual. Além disso, as garantias prestadas por fundos garantidores em operações de agentes financeiros somaram R$ 20,8 bilhões.
“O BNDES vem em uma trajetória de crescimento muito forte e muito consistente. Crescemos fortemente nas consultas e isso tem a ver com a percepção dos empresários sobre as entregas do BNDES. Cada vez temos mais projetos chegando”, afirmou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
A inadimplência de 90 dias no banco foi de 0,046%, considerada expressivamente inferior à do Sistema Financeiro Nacional, que está em 4,33% no geral e 0,60% para grandes empresas.
Com informações da Agência Brasil








