Como o modo anônimo faz consultas de forma privada? De acordo com a empresa, é executado o que eles chamam de Processamento Privado. É feita uma requisição na nuvem com credenciais anônimas num ambiente criptografado — é a mesma tecnologia que faz o resumo de uma conversa em um grupo. Dessa forma, ninguém tem acesso ao conteúdo, nem mesmo a Meta. O que é consultado também não fica gravado.
Não é apenas uma interface, é uma forma de fazer perguntas para a IA, que são realmente privadas. Você pode fazer perguntas sobre o trabalho, subir algum relatório privado e pedir para analisar ou consultar uma segunda opinião sobre algum assunto
Will Catchart, diretor do WhatsApp, em conversa com jornalistas
Executivo do WhatsApp diz que IA tem controles para evitar mau uso. Questionado sobre quem consulta sobre problemas de saúde mental, Catchart mencionou que a plataforma tem “guias de segurança” e que o chatbot pode sugerir, por exemplo, que as pessoas contatem algum tipo de ajuda, busquem auxílio de um profissional ou simplesmente interrompam a interação, caso seja algo sensível. Recentemente, famílias de jovens mortos em ataque no Canadá processaram a OpenAI por não ter notificado a polícia do comportamento da atiradora.
Com o novo recurso, WhatsApp parece mirar em dois objetivos para se diferenciar. Tornar a IA da Meta mais utilizada dentro de um dos apps mais usados do mundo (WhatsApp tem 3 bilhões de usuários) e se diferenciar com a ideia de poder fazer consultas privativas de forma anônima – ChatGPT tem modo temporário, mas guarda dados por 30 dias por questões de segurança, por exemplo.
Recurso para usar Meta AI de forma anônima começa a ser liberado aos poucos. De acordo com a Meta, a funcionalidade chega para todas as pessoas nas próximas semanas e poderá ser acionada durante a interação com o chatbot.








