O casal Evaldo Batista dos Santos Lima Júnior e Tauane Cruvinel dos Santos foi preso nesta quarta-feira (13/5) durante operação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) suspeitos de integrarem uma organização criminosa que lavava dinheiro de tráfico e drogas.
Os dois eram donos da empresa Chão e Teto, que segundo a PCGO, era utilizada como fachada em Caldas Novas (GO), para movimentar o dinheiro de um esquema de tráfico de drogas.
A prisão de um casal de traficantes de drogas em Goiânia em janeiro de 2026 foi o estopim para a PCGO descobrir o esquema. Segundo as investigações, ficou comprovado que os valores arrecadados com o tráfico de drogas na capital do estado eram destinados à empresa de Caldas Novas, gerida por Evaldo e Tauane, presos nesta quarta.
A PCGO descobriu que Evaldo era integrante de organização criminosa de alcance nacional, e já havia sido condenado pelo crime de organização criminosa. Tauane também foi apontada como um dos principais alvos da operação.
Nas redes sociais, o casal compartilhava uma rotina de viagens para o Rio de Janeiro e até para os Estados Unidos. O casal também esbanjava com roupas caras e shows.
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) prendeu outras oito pessoas e bloqueou R$ 103 milhões de organizações criminosas que atuavam em Caldas Novas (GO) e também em Goiânia (GO).
Operação Destroyer
A ação é mais uma fase da Operação “Destroyer”, da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (DENARC), que combate organizações criminosas.
As investigações demonstraram que o grupo movimentou, ao menos, R$ 205 milhões entre junho de 2024 e janeiro de 2026, advindos dos lucros com o crime de tráfico de drogas exercido pela facção criminosa.
Na sequência das investigações, foram identificados os demais membros do núcleo financeiro do grupo criminoso e outras quatro empresas sediadas em Goiânia como parte do mega esquema de lavagem de capitais. Os nomes das empresas ainda não foram divulgados pela PCGO.
“A operação deflagrada tem como principal objetivo desarticular esse importante canal de lavagem de dinheiro decorrente do tráfico de drogas da facção criminosa e avançar na coleta de provas contra o grupo criminoso, visando alcançar os destinatários finais dos valores milionários”, informou a PCGO em nota.
Na última fase da Operação Destroyer em abril, a PCGO cumpriu 61 mandados de prisão temporária nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás e sequestrou R$ 10,5 milhões.
O Metrópoles não localizou a defesa do casal citado na reportagem. O espaço segue aberto para eventuais manifestações.








