Quinta-feira, 14/05/26

Senador Marcelo Castro cobra STF por decisão sobre royalties do petróleo

Senador Marcelo Castro cobra STF por decisão sobre royalties do petróleo
Senador Marcelo Castro cobra STF por decisão sobre royalties do – Reprodução

Em pronunciamento no Plenário do Senado nesta quarta-feira (13), o senador Marcelo Castro (MDB-PI) defendeu a retomada do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a Lei dos Royalties do Petróleo. A norma, aprovada em 2012, alterou os critérios de distribuição dos recursos da exploração do petróleo para ampliar a participação de estados e municípios não produtores.

No entanto, a aplicação da lei está suspensa por decisão liminar do STF, que mantém o modelo anterior de concentração dos recursos nos estados produtores. Castro criticou a demora na conclusão do julgamento, afirmando que isso impede a redistribuição dos valores entre os entes federativos.

— É uma situação verdadeiramente constrangedora, injustificável e inadmissível sob todos os títulos e todos os motivos. Trata-se da Lei dos Royalties do Petróleo, uma lei que foi votada no Congresso Nacional em 2012. A presidente Dilma Rousseff, à época, vetou a lei, e nós derrubamos o veto. Daí a nossa implicância com as decisões monocráticas do Supremo Tribunal Federal. Um único ministro, dos 11, numa canetada só, por uma liminar, suspendeu a vigência dessa lei. Fizemos uma luta muito grande, mostrando a importância disso para o Brasil, para os estados, para os municípios — protestou o senador.

Para Castro, os recursos provenientes da exploração do petróleo, por serem bens da União, devem beneficiar todos os entes federativos e contribuir para a redução das desigualdades regionais. Ele destacou que a atual distribuição concentra os valores em poucos estados.

— Esses recursos têm de beneficiar toda a população brasileira, os 213 milhões de brasileiros. O Rio de Janeiro abocanha, todo ano, 86% de todos os royalties do petróleo (…). Somando tudo, 94% dos royalties do petróleo do Brasil, que são da União, são bens de todos os brasileiros, ficam em três estados, especialmente em um único estado do Brasil — declarou o parlamentar.

T LB

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