Sexta-feira, 15/05/26

Operação Pix Seguro bloqueia R$ 103 milhões em fraudes via SMS falso

Operação Pix Seguro bloqueia R$ 103 milhões em fraudes via SMS falso
Operação Pix Seguro bloqueia R$ 103 milhões em fraudes via – Reprodução

A Polícia Civil do Estado da Bahia (PCBA), com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), deflagrou na quarta-feira (13) a Operação Pix Seguro para desarticular uma organização criminosa de atuação interestadual especializada em estelionato por meio de fraude eletrônica e na lavagem dos recursos ilícitos obtidos.

Por determinação judicial, foram bloqueados ativos financeiros em valor superior a R$ 103 milhões. A medida visa asfixiar o poder econômico do grupo e garantir a reparação dos danos causados às vítimas em diferentes regiões do país.

A operação contou com a cooperação da Secretaria da Segurança Pública da Bahia e das Polícias Civis do Ceará (PCCE), de Pernambuco (PCPE), de Goiás (PCGO) e de São Paulo (PCSP). Mandados judiciais foram cumpridos em todas essas unidades da Federação.

Na Bahia, foram executados sete mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de documentos e dispositivos eletrônicos, que serão analisados para avançar nas investigações.

As investigações revelaram que o grupo utilizava técnicas de engenharia social para comprometer contas bancárias de clientes em diversos estados. O golpe iniciava com mensagens SMS falsas, em que os criminosos se passavam por representantes de instituições bancárias, alertando sobre um suposto bloqueio da conta e fornecendo um link para regularização.

Ao acessar o link, a vítima era direcionada a uma página fraudulenta que permitia aos criminosos acessar a conta e realizar transferências não autorizadas via Pix para contas de passagem controladas pela organização.

Para lavar o dinheiro, o esquema envolvia a fragmentação e dispersão dos recursos por uma rede de contas de laranjas e intermediários. O grupo contava com suporte logístico de familiares dos líderes e empresas de fachada, pelos quais os valores retornavam com aparência de legalidade ou eram reinvestidos na estrutura criminosa.

A investigação prossegue para identificar e responsabilizar todos os integrantes da organização. As informações foram retiradas do Governo Federal.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *