O Governo do Distrito Federal (GDF) oficializou, nesta quinta-feira (28), o acordo com o governo federal para capitalização do Banco de Brasília (BRB)
O empréstimo viabilizado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) é avaliado em até R$6,6 bilhões. Na prática, um grupo de bancos públicos e privados serão os garantidores da proposta e o GDF será responsável pela contragarantia.
Durante o discurso após a reunião, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP) deixou um recado para os acionistas do banco distrital. “Ele passou pelo momento mais difícil e retorna com compliance”, assegurou.
A garantia do empréstimo a ser tomado pelo BRB virá de um grupo formado pelos maiores bancos públicos e privados do país Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal avaliam compor esse conjunto de instituições.
Segundo um interlocutor do mercado financeiro, o desenho acertado no STF é bastante distinto do que vinha sendo discutido pelas instituições financeiras até então, com risco de crédito mais elevado, o que pode encarecer a operação.
Além da fiança oferecida pelo sindicato de bancos, o plano também prevê como contragarantia o oferecimento de recursos do Distrito Federal do FPE (Fundo de Participação dos Estados) e FPM (Fundo de Participação dos Municípios).
O Distrito Federal também se comprometeu a promover medidas de ajuste fiscal a despeito do ano eleitoral.
Nesta quarta (27), o BRB aprovou ajustes para acelerar o processo de aumento de capital, ao abrir espaço para a instituição integralizar os recursos do aporte de forma gradual.
“Poderão ser realizadas homologações parciais do aumento de capital, sem encerrar o processo, até o montante de R$ 8,8 bilhões. Esse modelo permite que os recursos aportados passem a produzir efeitos no capital do Banco de forma gradual, sem prejuízo das etapas remanescentes”, disse o banco em nota.
*Em atualização








