Empresas de tecnologia também utilizam os dados para garantir a precisão de bússolas digitais, aplicativos de navegação e serviços de localização. “Quanto mais tempo se espera para atualizar o modelo, maior se torna o erro”, afirmou Arnaud Chulliat, pesquisador da Universidade do Colorado e do Centro Nacional de Informações Ambientais da NOAA, em entrevista à CNN.
O que mudará com o novo modelo magnético?
A versão mais recente do World Magnetic Model foi lançada em dezembro de 2024 e trouxe uma novidade inédita: um mapa magnético de alta resolução. A NOAA explica, em nota, que a atualização permite cálculos mais precisos sobre a posição do campo magnético terrestre e melhora a orientação de equipamentos que dependem dessas informações.
O novo modelo também revisou as chamadas zonas de blackout magnético. Isto é, as áreas próximas aos polos onde o campo magnético pode se tornar inadequado para determinadas operações de navegação.
O movimento continua. Embora os cientistas ainda não saibam exatamente qual será o próximo passo do Polo Norte magnético, a expectativa é que ele continue sua trajetória em direção à Sibéria nos próximos anos. “Nossas previsões indicam que o polo continuará se deslocando em direção à Sibéria, mas prever o futuro é um desafio e não podemos ter certeza”, afirmou o geofísico Phil Livermore, da Universidade de Leeds, ao portal Live Science.








