HIPOTERAPIA
Iniciativa de terapia assistida com animais acontece há mais de dois anos e já passou por hospitais como Hugol, Hecad e HDT
Terapia com cavalos leva acolhimento a pacientes internados em Aparecida (Foto: reprodução)
Cavalos do Regimento de Cavalaria da Polícia Militar de Goiás circularam pelas enfermarias do Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) durante uma sessão de Terapia Assistida com Animais (TAA). A iniciativa, segundo a corporação, busca contribuir para a recuperação física e emocional dos pacientes. Na última semana, os animais percorreram corredores e alas da unidade, e alguns pacientes chegaram a fazer passeios montados na área externa do hospital.
A participação é voluntária e depende de liberação médica. “É uma terapia que visa dar mais ânimo para o paciente com mais tempo de internação, levar um acolhimento, um aconchego”, explica o tenente-coronel Diego Damasceno, comandante do regimento. Os resultados observados pela equipe de saúde, segundo ele, são positivos. “Quando a cavalaria vem e os pacientes têm esse contato, eles se recuperam de maneira muito mais rápida.”
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O regimento realiza visitas mensais ao hospital e mantém a parceria com o HMAP há mais de um ano. A hipoterapia, como é chamada a ação, começou de forma experimental há pouco mais de dois anos e, desde então, vem sendo aprimorada com o apoio das equipes de saúde, dos policiais militares e dos próprios animais. Segundo Damasceno, a procura pela iniciativa cresceu significativamente nos últimos seis meses.
O projeto também já foi levado a outras unidades hospitalares do estado, como o Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (HECAD), o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) e o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT). Embora o HMAP tenha visitas programadas todos os meses, o regimento também atende solicitações de outros hospitais de forma esporádica.
A quantidade de animais e policiais envolvidos varia conforme a demanda de cada ação. Em geral, a equipe é composta por um cavalo e três policiais militares, responsáveis pela condução do animal, acompanhamento dos pacientes e auxílio durante as montarias. Em situações com maior número de participantes, o regimento pode deslocar até três cavalos e cinco ou seis policiais para a atividade.
Entre os animais utilizados na terapia, a égua Luziânia, de nove anos, é a mais requisitada. Nascida no próprio regimento, ela foi batizada — assim como os demais cavalos da tropa — com o nome de uma cidade goiana. Por apresentar um temperamento dócil desde cedo, foi direcionada para as atividades terapêuticas e hoje é considerada a mais experiente da corporação nesse tipo de ação.
Segundo o comandante, o perfil dos cavalos é um dos fatores que contribuem para o sucesso das visitas. Os animais passam por seleção para garantir que tenham comportamento tranquilo e adequado ao contato com pacientes em ambiente hospitalar. Atualmente, Luziânia é a principal integrante das ações, acompanhada por uma equipe treinada para garantir a segurança e o bem-estar de todos os envolvidos.
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