CASO DE REPERCUSSÃO
Advogados afirmam que Rafael Pereira, de 43 anos, não pode ser responsabilizado por eventual aproximação promovida pela própria vítima
Defesa nega que lutador se aproximou de vítima em Goiânia: ‘ele nem saiu de casa’ (Foto: Reprodução)
A defesa do lutador de muay thai Rafael Gomes Pereira, investigado por agredir um adolescente de 17 anos com um mata-leão no dia 29 de maio em Goiânia, nega que ele tenha infringido a ordem do juiz Fernando Moreira Gonçalves para que ele não se aproximasse da vítima a uma distância menor do que 300 metros. De acordo com os advogados Emanuel Rodrigues e Andreia Portela, foi a vítima que se aproximou do prédio em que Rafael mora – e de onde sequer chegou a sair.
A família do adolescente mora a cerca de 500 metros de Rafael. Entre eles fica a Praça das Artes, no Jardim Goiás. Na última terça-feira (2), a mãe do jovem acionou a polícia e disse que havia visto Rafael na praça ao mesmo tempo em que a vítima também estava. O delegado responsável caso alertou o Ministério Público e o MP, por sua vez, representou ao juiz – que decidirá se a liberdade provisória do lutador vai ser revogada.
O advogado Emanuel Rodrigues contrapõe a acusação da mãe do jovem. Ele afirma que Rafael sequer saiu de casa e que, se distância mínima de 300 metros foi superada, isso ocorreu porque o adolescente estava em um ponto da praça que fica mais próximo ao apartamento do lutador.
“A ordem do juiz jamais foi violada. Cumpre asseverar que Rafael não foi obrigado pela decisão a deixar sua residência, situada a 750 metros do imóvel da suposta vítima”, diz a defesa. “Os fatos são inequívocos. Rafael se encontrava na sacada de sua própria residência quando terceiros o fotografaram e passaram a propagar a falsa narrativa de que estaria na Praça das Artes. Tal acusação é absolutamente inverídica”.
Os advogados reiteram que a vedação imposta diz respeito à aproximação da vítima, e que Rafael “não pode ser responsabilizado por permanecer em sua própria casa, tampouco por eventual aproximação promovida pela vítima”.
O lutador, de 43 anos, foi preso por agredir dois adolescentes na praça. O adolescente, segundo relatos, perdeu a consciência durante a confusão. No dia seguinte, o investigado passou por audiência de custódia e ganhou o direito de responder ao processo em liberdade, desde que respeitasse as medidas cautelares impostas pelo juiz – entre elas, a de manter distância mínima de 300 metros da vítima.
As informações preliminarmente colhidas pela Polícia Civil são as de que o lutador interviu porque viu o próprio filho em situação desvantajosa durante uma briga com o rapaz de 17 anos.








