Sábado, 06/06/26

PSDB acusa líder na Alesp de violência de gênero após discussão em audiência sobre Sabesp

PSDB acusa líder na Alesp de violência de gênero após discussão em audiência sobre Sabesp
PSDB acusa líder na Alesp de violência de gênero após – Reprodução

O PSDB acusa o líder do governo Tarcísio, o deputado Gilmaci Santos (Republicanos), de praticar violência política de gênero contra a deputada estadual Ana Carolina Serra (PSDB) durante uma discussão na Comissão de Assuntos Metropolitanos na última quarta-feira, 3, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

Em nota, o gabinete da Liderança do Republicanos na Alesp, conduzido por Gilmaci, afirmou refutar “veementemente qualquer insinuação de violência política de gênero” e disse que a atuação do deputado foi pautada pelo regimento interno da Alesp e para preservar a “formalidade e seriedade do debate”.

O presidente da Sabesp, Carlos Piani, havia sido convocado pela comissão para prestar esclarecimentos sobre queixas em relação aos serviços prestados pela empresa.

Sem o número mínimo de deputados presentes para começar a reunião, Gilmaci retirou Piani da sala, contrariando Ana Carolina, que presidia a comissão, e outros deputados que queriam a realização de uma sessão informal.

“Fui profundamente desrespeitada como deputada e como mulher. Não vou tolerar que um outro deputado se ache no direito de levantar a voz pra mim”, disse a parlamentar em uma publicação nas redes sociais.

“Um deputado, quando se viu pressionado e que sua estratégia não tinha dado certo, apelou para gritaria e desrespeito”, acrescentou Ana Carolina Serra.

A acusação de violência política de gênero foi feita em uma nota divulgada pela Executiva Estadual do PSDB em São Paulo, que é presidida por Paulo Serra, marido da deputada e pré-candidato a governador.

“A violência política de gênero se manifesta justamente quando mulheres são constrangidas, desqualificadas ou desrespeitadas no exercício de suas funções públicas”, disse o diretório tucano.

Para o gabinete da Liderança do Republicanos, a saída de Carlos Piani da reunião “foi uma medida estritamente técnica”, já que não havia quórum para a realização de uma audiência oficial.

Segundo o partido, a prestação de esclarecimentos sobre a atuação da Sabesp é de interesse público, mas precisa ocorrer dentro das normas, com a presença dos deputados e transmissão pela TV Alesp.

“Realizar uma oitiva informal, sem a devida regularidade, comprometeria a transparência e a eficácia da fiscalização que a população paulista merece”, afirmou o Republicanos.

A privatização da Sabesp foi autorizada em 2023 pelos deputados estaduais e concluída no ano seguinte pela gestão Tarcísio. A medida será um dos temas que os candidatos da oposição, como Fernando Haddad (PT), pretendem explorar na campanha eleitoral.

T LB

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