MARIA DA PENHA
Igor Luiz Soares Gonçalves também é investigado por tráfico de drogas
Lutador preso por bater na namorada em Goiânia (Foto: PM)
Foragido há cerca de duas semanas, o empresário e lutador de boxe Igor Luiz Soares Gonçalves, de 31 anos, foi preso pela Polícia Militar (PM) suspeito de agredir a namorada, de 28 anos, em Goiânia. O episódio de violência ocorreu no último dia 27 de maio, mas o investigado foi localizado apenas nesta segunda-feira (8). Conforme a comandante do Batalhão Maria da Penha, Major Dayse Veiga, o artista marcial foi encontrado na casa da mãe, após a corporação ser informada pela irmã do suspeito, que indicou o local ao ser questionada pelas equipes. Ele não resistiu à prisão e, então, foi encaminhado à delegacia.
“Ele estava sendo procurado pelo crime de lesão corporal no contexto de violência doméstica e agora também está sendo investigado por tráfico de drogas. No dia dos fatos, foram encontrados pés de maconha e material voltados para esse comércio ilegal”, explica a major. A vítima, que gravou vídeo após o último episódio (veja abaixo), afirmou em depoimento que foi alvo de agressões por cerca de um ano.
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Ainda conforme Dayse, o batalhão tem acompanhado Natalya Cristina de Alvarenga Figueiredo, vítima das agressões, que conseguiu medida protetiva contra o ex-companheiro. A jovem foi agredida na residência onde o casal morava.
Vídeo da agressão
Logo após a agressão, a jovem gravou um vídeo com a boca sangrando expondo o crime. O caso ocorreu no último dia 27, no Parque Anhanguera, em Goiânia. Ela contou que o casal já estava discutindo desde o dia anterior, mas sem uma razão específica.
Conforme a PM, a vítima sofreu traumatismo em dois dentes após receber um soco na boca. O caso é investigado pela Polícia Civil como lesão corporal grave. Natalya informou ainda a corporação que vinha sendo vítima de agressões, ameaças e coação por parte de Igor há cerca de um ano.
Durante o atendimento da ocorrência, ela contou que o companheiro exercia controle constante sobre sua rotina e sobre seu telefone celular, fiscalizando mensagens, arquivos e demais conteúdos armazenados no aparelho. Ainda de acordo com a vítima, agressões físicas e psicológicas eram recorrentes ao longo do relacionamento, que teve início em janeiro de 2025.








