“Esses casos não tinham nada a ver com minhas interações com Epstein, mas foram dolorosos para minha família”, disse Gates, de acordo com uma cópia de sua declaração inicial. “Epstein estava tentando usar informações sobre minhas infidelidades — além de muitas mentiras que ele acrescentou — para me pressionar a retomar o contato com ele.”
O Congresso vem investigando a conduta do Departamento de Justiça dos EUA no caso Epstein. O depoimento do bilionário tratou de seus contatos com o criminoso sexual que aliciava mulheres e meninas de origens pobres ou instáveis.
O cofundador da Microsoft testemunhou em sigilo perante a Comissão de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara, que está investigando uma possível má gestão federal nos processos contra Epstein e sua associada Ghislaine Maxwell, bem como questões relacionadas.
O deputado federal James Comer, presidente republicano da comissão, solicitou a Gates, em uma carta enviada em março, que comparecesse para uma entrevista presencial com transcrição.
Gates contratou Jake Greenberg, que foi o chefe de investigação do painel de supervisão até dezembro, para ajudá-lo a se preparar para a audiência, informou o New York Times na terça-feira. Um porta-voz da comissão disse à Reuters que o painel não trabalha com Greenberg desde sua saída.
Epstein se declarou culpado de uma acusação de crime de prostituição no estado da Flórida em 2008 e cumpriu 13 meses de prisão.







