De acordo com o executivo, o desenvolvimento do segmento de IA está “apenas começando”. “A cada dois ou três meses surge uma técnica que agrega às anteriores”, disse. Segundo ele, a companhia vende agora dez vezes mais que há cinco anos. “Estamos vivendo um momento fantástico, mas estamos com os pés no chão.”
Indagado sobre a aposta da Nvidia em PCs (personal computers), o executivo ressaltou que a demanda por processamento nas GPUs (Unidades de Processamento Gráfico, chips especializados em realizar muitos cálculos simultaneamente) nos data centers está acima da capacidade de oferta. “Então não é nem uma aposta, é simplesmente uma evolução, principalmente dos modelos de linguagem”, disse, citando ainda a evolução das tecnologias de hardware.
“A gente consegue condensar cada vez mais os nossos processadores e começar a oferecer isso para atender uma demanda que não necessariamente precisa sempre rodar na nuvem. É simplesmente uma evolução da inteligência artificial”, disse.
Em relação a restrições de vendas para a China – a Nvidia enfrenta restrições dos EUA para vender os seus chips mais avançados de IA à China desde 2022 -, o executivo afirmou que a companhia entende e respeita as regras impostas não só para Donald Trump, mas também na gestão do ex-presidente Joe Biden. Porém, disse que é difícil rastrear se há clientes que não seguem as regras.
“No final de 2024, fomos pegos de surpresa, onde nos impuseram a regra que não podíamos vender mais para a China. Depois houve um vai e vem de negociações com o governo, nos autorizaram a vender GPUs que não seriam as melhores”, contou, indicando que a companhia deseja volta a vender para o país asiático.
“Isso nos incomodou porque queremos prover a todos o que há de melhor em termos de tecnologia. Não faz sentido vender algo que eu sei que não é tão bom para esse mercado que para nós é super importante. Mas nesse momento, a gente não tem como não seguir, né, essas regras que nos foram impostas. Elas têm sido seguida à risca”, concluiu.








