Sexta-feira, 12/06/26

Governo amplia cota de arrasto de praia da tainha em SC

Governo amplia cota de arrasto de praia da tainha em SC
Governo amplia cota de arrasto de praia da tainha em – Reprodução

Foi publicada nesta segunda-feira (11), em edição extra do Diário Oficial da União, a portaria que amplia para 430 toneladas as cotas da tainha na modalidade de arrasto de praia em Santa Catarina. A medida foi tomada após um processo de escuta da sociedade, por meio do Grupo de Trabalho de Acompanhamento da Safra, e com base em dados científicos.

Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura, a decisão levou em conta relatos de pescadores do estado de que, embora o peixe tenha sido abundante em algumas regiões, em outras a tainha não chegou devido às condições oceanográficas. O órgão informou que fez uma análise comparando a produção deste ano com dados históricos e observou que, dos 25 municípios costeiros, apenas três haviam atingido a produção de anos anteriores.

De acordo com a avaliação, o litoral norte de Santa Catarina foi o mais prejudicado, sem qualquer registro de produção de pescado em 12 dos 14 municípios da região neste ano. Com base na média entre as diferenças de produção atuais e os dados históricos, além do Rendimento Máximo Sustentável estabelecido na avaliação de estoque, foram definidas cotas adicionais de 230 toneladas para o litoral centro-norte e de 200 toneladas para o litoral centro-sul do estado.

A medida estabelece uma cota compartimentada para as duas regiões, com o objetivo de garantir uma distribuição considerada mais justa do recurso. O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, afirmou que a decisão foi baseada em informações técnicas e destacou a necessidade de colaboração dos pescadores para assegurar uma pesca sustentável.

O ministério também informou que, em algumas regiões, a quantidade pescada neste ano foi tão grande que o mercado sentiu os impactos, com queda nos preços e relatos de desperdício. A pasta disse seguir trabalhando para garantir a sustentabilidade da pescaria, a justiça social e o respeito à tradição da pesca da tainha no estado.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *