O diretório do partido AGIR no Distrito Federal anunciou oficialmente, nesta sexta-feira (12), sua saída da base de apoio ao governo de Celina Leão. A decisão foi comunicada por meio de uma “Carta aos Filiados”, na qual a legenda adota uma postura de independência e convoca suas bases para planejar o futuro de olho nas eleições de 2026.
De acordo com a cúpula do partido, o desembarque do governo não significa uma guinada para a “oposição automática”. A sigla classifica a mudança como um gesto institucional e responsável, focado em garantir liberdade para avaliar o cenário administrativo do Distrito Federal.
O movimento do AGIR-DF não é irrelevante para o cenário local. Nas últimas eleições, o partido consolidou sua capilaridade com votação expressiva: A legenda ultrapassou a marca de 130 mil votos no último pleito local.
O partido teve participação ativa e competitiva nas últimas quatro eleições distritais, ajudando a desenhar a composição da Câmara Legislativa (CLDF). ”O momento vivido pela capital da República exige responsabilidade, maturidade política, diálogo e participação ativa das forças democráticas”, destaca um trecho do manifesto do partido.
Vagas majoritárias de 2026
O foco estratégico do rompimento está claramente apontado para o processo eleitoral que se avizinha. O partido justificou que o Distrito Federal vive um momento decisivo, com oito posições majoritárias estratégicas em disputa:
Governador(a), Vice-Governador(a), duas vagas para o Senado Federal, quatro vagas de suplência (duas para cada candidatura ao Senado).
A legenda agora estuda se lançará candidaturas próprias a esses cargos ou se construirá composições com outras forças políticas fora do espectro do atual governo.
A carta funciona também como uma convocação geral para a militância, pré-candidatos e lideranças regionais. O partido abriu canais para que os filiados enviem sugestões de diretrizes e diagnósticos para a criação de um plano de governo focado em áreas críticas como saúde, educação, mobilidade e segurança.








