Sábado, 13/06/26

GDF cerca seis áreas de conservação e reforça proteção ambiental

GDF cerca seis áreas de conservação e reforça proteção ambiental
GDF cerca seis áreas de conservação e reforça proteção ambiental – Reprodução

O Governo do Distrito Federal (GDF) investiu cerca de R$ 4,9 milhões em obras de cercamento de seis unidades de conservação administradas pelo Instituto Brasília Ambiental. A iniciativa busca reforçar a proteção ambiental, melhorar o controle de acesso e reduzir problemas como invasões, descarte irregular de lixo, vandalismo e depredação.

As intervenções contemplam os parques ecológicos do Gama, Lago Norte, Veredinha, Asa Sul e Saburo Onoyama, além da Área de Relevante Interesse Ecológico (Arie) do Bosque. Segundo o presidente do Instituto Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, o cercamento integra as ações de proteção das unidades de conservação administradas pelo órgão, que atualmente somam 84 áreas no Distrito Federal, sendo 34 parques ecológicos.

Os cercamentos são executados por meio da Terracap e do Departamento de Estradas e Rodagem (DER-DF), que buscam empresas por meio de processos licitatórios. O Brasília Ambiental também mantém contrato vigente de manutenção, não restrito apenas às cercas. Os modelos adotados variam conforme as características de cada área e podem incluir cercas, alambrados, gradis e mourões com arame.

As estruturas seguem critérios técnicos, ambientais, urbanísticos e arquitetônicos definidos pelo órgão e preservam a integração visual dos parques com o entorno. Em alguns casos, a delimitação também ajuda a evitar que a fauna acesse áreas de risco. Atualmente, estão em processo de cercamento o Parque Boca da Mata e o Parque Distrital Recanto das Emas.

Entre as vantagens apontadas estão a maior dificuldade de o espaço ser alvo de vandalismo e furto, menor necessidade de manutenção e durabilidade estimada de aproximadamente 20 anos. No caso de alambrados e mourões com arame, a durabilidade média é de dez a 15 anos, a depender do material, do ambiente e da ocorrência de depredação.

Além da proteção ambiental, a iniciativa também tem reflexos na segurança pública. De acordo com a major Talita Soares, porta-voz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a delimitação dos espaços facilita o monitoramento e o policiamento preventivo. Frequentadores do Parque Ecológico Asa Sul também afirmaram que o cercamento pode contribuir para a preservação e para a sensação de segurança na região.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *