O Ministério da Justiça foi acionado para investigar a Meta após o Instagram liberar no Brasil uma função para compartilhar a localização de usuários ao vivo. Para a CTRL-Z, entidade por trás do pedido, o recurso é “nocivo” por facilitar a ação de perseguidores, colocar mulheres à mercê de abusadores e entregar rotinas a assaltantes. Além da segurança, a preocupação é com a privacidade, já que dados sobre deslocamento e localização podem ser usados para entrega de anúncio, treinamento de inteligência artificial ou levar à conclusão sobre o estado de saúde dos usuários.
Permite que um perseguidor identifique rotinas, locais frequentados, horários de deslocamento e padrões de comportamento. Em relacionamentos abusivos, vira um instrumento de controle. A partir da localização, é possível inferir informações que o consumidor nunca compartilhou explicitamente. Se frequenta regularmente uma clínica, é possível inferir que ele tem problemas de saúde. E, mesmo que tenha consentido em compartilhar com um grupo específico, a localização pode vazar. Além disso, a Meta acessa todos os dados de localização e pode utilizá-los para fins como para direcionamento de anúncio, treinamento de IA
Luã Cruz, Diretor de Litigância Estratégica da CTRL-Z
A Meta atribuiu a um erro a chegada da função aos usuários e suspendeu o compartilhamento de localização do Instagram, que ficou pouco mais de um dia no ar. “Estamos cientes de que o recurso Mapa do Instagram foi disponibilizado acidentalmente para usuários no Brasil. Estamos trabalhando para corrigir isso.”








