Quinta-feira, 12/03/26

Apoio alemão ao fundo de Lula é certo, mas valor é indefinido

O governo alemão sinalizou, nesta sexta-feira (7), a intenção de investir no Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF). A decisão, no entanto, não veio acompanhada de um valor específico, frustrando as expectativas do governo brasileiro. Berlim era considerada a última aposta para impulsionar o fundo e atrair contribuições de outros países, visando dar segurança a potenciais investidores privados.

O primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, confirmou o investimento, mas ressaltou que a definição do montante depende de um acordo entre os partidos da coalizão governamental, sem previsão de data para ser alcançado.

Representantes do governo alemão indicaram nos bastidores que poderiam fazer uma contribuição significativa, mas não de imediato. Eles aguardam mais detalhes sobre a gestão do fundo. O governo já havia manifestado no parlamento local, o Bundestag, a intenção de participar do fundo, sem mencionar valores.

“O motivo pelo qual ainda não mencionamos valores específicos é simplesmente prático. Precisamos contabilizar isso no orçamento, precisamos revisar a estrutura novamente e, possivelmente, fazer novas propostas sobre como implementá-la. Só então nos envolveremos”, explicou Merz. Ele também ressaltou que a ausência de um valor definido não representa uma hesitação, já que outros países também não especificaram montantes.

A decisão alemã representa a segunda baixa entre os países europeus que estavam sendo consultados e participando ativamente das discussões sobre o funcionamento do TFFF. O Reino Unido já havia se retirado da lista de investidores, alegando restrições orçamentárias.

Até o momento, o TFFF já alcançou US$ 5,5 bilhões. A meta inicial, no entanto, era obter US$ 25 bilhões em contribuições governamentais, sem um prazo estabelecido.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, havia expressado a expectativa de que o fundo atingisse US$ 10 bilhões até 2026, o que consideraria um bom resultado.

Atualmente, os investidores prometidos são: Noruega (US$ 3 bilhões, com condicionantes), Brasil (US$ 1 bilhão), Indonésia (US$ 1 bilhão), França (€ 500 milhões, com condicionantes) e Portugal (€ 1 milhão).

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