Terça-feira, 16/06/26

União havia pedido bloqueio da Ponte do Esqueleto antes de morte

União havia pedido bloqueio da Ponte do Esqueleto antes de morte
União havia pedido bloqueio da Ponte do Esqueleto antes de – Reprodução

A Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), afirmou que já havia solicitado à prefeitura de Limeira (SP) o bloqueio de acesso à Ponte do Esqueleto, onde Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu no último sábado (13) durante uma atividade de rope jump.

Segundo a SPU, o pedido foi feito após outro acidente fatal registrado em 2024, quando uma ciclista morreu no local. O órgão informou que, naquele ano, a ponte chegou a ser bloqueada por alguns meses, mas depois a reabertura passou a ser defendida por empresários locais em sessão na Câmara de Vereadores de Limeira.

A Ponte do Esqueleto fica na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista, e é uma estrutura viária da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) que nunca foi concluída. Desativada há anos, a ponte se tornou um ponto turístico informal e também é usada para a prática de esportes radicais.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, a morte de Maria Eduarda ocorreu durante uma atividade de rope jump promovida por uma empresa privada, que não amarrou a corda na jovem antes do salto. O Samu foi acionado e constatou o óbito no local. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal.

Após o acidente, a prefeitura de Limeira informou que vai processar o governo federal por omissão. Em nota, a administração municipal afirmou que, desde 2025, vinha cobrando providências dos órgãos federais responsáveis pela ponte e disse que a fiscalização, a manutenção e o controle de acesso ao local caberiam exclusivamente à União. A gestão municipal e a Câmara de Limeira também afirmaram ter enviado ofícios pedindo medidas de segurança.

Em resposta, a SPU disse que os poderes públicos precisam atuar de forma conjunta para decidir o futuro da Ponte do Esqueleto e evitar definitivamente o acesso ao local, além de coibir atividades ilegais.

A Polícia Militar prendeu três homens em flagrante por homicídio com dolo eventual após a morte de Maria Eduarda.

Em entrevista à TV Brasil, o advogado Arthur Rollo, ex-secretário nacional de Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, afirmou que a responsabilidade pelo caso é compartilhada entre a União, a prefeitura e a empresa prestadora de serviço. Segundo ele, caberia à União gerir a área federal e impedir o acesso, enquanto ao município caberia fiscalizar empresas e profissionais que atuam no local.

*Com informações da Agência Brasil

T LB

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