Quinta-feira, 18/06/26

Câmara aprova proposta que libera ensino de robótica nas escolas

Câmara aprova proposta que libera ensino de robótica nas escolas
Câmara aprova proposta que libera ensino de robótica nas escolas – Reprodução

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a incluir a robótica como matéria extracurricular e optativa em toda a rede de ensino, pública e privada, no território nacional. O texto também reconhece a robótica como esporte de competição e de relevância educacional. A proposta será enviada ao Senado.

De autoria do deputado Luiz Carlos Motta (PL-SP), o Projeto de Lei 1106/23 foi aprovado com substitutivo do relator, deputado Saulo Pedroso (PSD-SP). O relator alterou o texto para retirar pontos como a inclusão obrigatória da robótica como matéria extracurricular, por entender que invadiria a esfera de formulação e execução de políticas públicas educacionais. O relatório foi lido em Plenário pelo deputado Heitor Schuch (PSD-RS).

A robótica educacional é definida como uma atividade prática destinada a auxiliar o aluno na construção do conhecimento por meio do desenvolvimento de raciocínio lógico. Pela proposta, a disciplina deverá ser ministrada por docentes devidamente capacitados.

O texto estabelece que a robótica educacional tem como objetivos estimular o raciocínio lógico, promover a cooperação e o companheirismo, melhorar o desempenho escolar, fomentar a criatividade e a busca de soluções para resolução de problemas e ampliar a capacidade de organização. Também prevê que tanto o desenvolvimento da robótica educacional nas escolas públicas quanto o fomento de sua prática como esporte de competição dependerão de dotações orçamentárias próprias, podendo ser estabelecidas parcerias público-privadas.

Durante a votação, o líder da federação Psol-Rede, deputado Tarcísio Motta (Psol-RJ), afirmou que a proposta não autoriza o Executivo a fazer mais do que já faz. Segundo ele, a Base Nacional Curricular Comum já indica a robótica como elemento interdisciplinar, e não cabe ao Legislativo definir o que o Executivo coloca como disciplina no currículo escolar.

T LB

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