Terça-feira, 23/06/26

Senado não avança em projeto contra fraudes no mercado de combustíveis, diz Sindicom

Senado não avança em projeto contra fraudes no mercado de combustíveis, diz Sindicom
Senado não avança em projeto contra fraudes no mercado de – Reprodução

Rio, 22 – O PLP 109/2025, apontado como estratégico no combate a fraudes no mercado de combustíveis, segue parado no Senado Federal, apesar de já ter sido aprovado pela Câmara dos Deputados, informa o sindicato que representa as distribuidoras, Sindicom. Depois de aprovado, o projeto vai permitir à Agência do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o acesso a informações de notas fiscais de comercialização de combustíveis, garantido o sigilo fiscal, com o objetivo de otimizar a fiscalização e combater as fraudes do setor.

O combate à abusividade de preços dos combustíveis é uma das atribuições da ANP e vem tendo prioridade nas últimas semanas, o que permitiu inclusive o desbloqueio de um contingenciamento feito no orçamento da agência.

Segundo o Sindicom, a proposta ainda aguarda a designação de relator na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), e também tem um pedido de urgência apresentado, mas que ainda não foi analisado pelo plenário. O texto faz parte do pacote de medidas ligado à resposta institucional à Operação Carbono Oculto, cuja votação acabou ficando pendente para 2026.

A matéria autoriza a ANP a acessar informações baseadas em documentos fiscais eletrônicos emitidos por agentes regulados, como NF-e, NFC-e e CT-e, com garantia de preservação do sigilo fiscal. O projeto aprovado define como esse acesso será operacionalizado e fixa prazo de 180 dias para a regulamentação, além da formalização de convênios e acordos necessários para viabilizar o compartilhamento de dados.

Para o Sindicom, a proposta tende a aumentar a eficiência da fiscalização e reduzir brechas para práticas ilícitas. “O PLP 109 é uma iniciativa essencial para qualificar o combate às fraudes no mercado de combustíveis. O acesso estruturado da ANP aos dados fiscais permitirá maior capacidade de cruzamento de informações e identificação de irregularidades ao longo da cadeia”, afirmou em nota o diretor executivo da entidade, Mozart Rodrigues.

Outro ponto é o reforço da integração entre reguladores e fiscos Pela redação aprovada, a ANP deverá comunicar à Receita Federal e secretarias estaduais de Fazenda quando instaurar processo sancionador com possível repercussão tributária, ampliando a cooperação institucional.

O texto também condiciona outorgas e autorizações de atividades reguladas pela agência ao consentimento para acesso aos dados fiscais. Empresas em operação terão de formalizar essa autorização para manter a validade dos atos e garantir a continuidade das atividades, conforme regras e prazos a serem definidos em regulamento, explicou o Sindicom.

Estadão Conteúdo

T LB

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