Quarta-feira, 24/06/26

Observadores eleitorais europeus descartam “irregularidades” em eleição na Colômbia

Observadores eleitorais europeus descartam “irregularidades” em eleição na Colômbia
Observadores eleitorais europeus descartam “irregularidades” em eleição na Colômbia – Reprodução

A missão de observação eleitoral da União Europeia (MOE) descartou nesta terça-feira (23) a existência de “irregularidades” no segundo turno mais disputado da história da Colômbia, vencido pela extrema direita no domingo por uma margem estreita.

O candidato da esquerda, Iván Cepeda, afirmou que reconhecerá a vitória do advogado de extrema direita Abelardo de la Espriella apenas após a conclusão da apuração final, “praticamente concluída”, segundo a MOE.

De la Espriella, que se autodenomina “O Tigre”, venceu com 49,6% dos votos, uma vantagem de pouco mais de 250 mil votos, segundo a pré-contagem realizada pela instituição responsável pela organização das eleições.

A missão da União Europeia mobilizou 150 observadores eleitorais para o segundo turno presidencial na Colômbia.

Os apoiadores da esquerda, que saíram às ruas para protestar desde domingo, compartilharam nas redes sociais imagens comparando atas eleitorais, de forma semelhante ao que fizeram os apoiadores da líder opositora venezuelana María Corina Machado.

A missão diplomática assegurou que, segundo seu monitoramento, os resultados da pré-contagem e da apuração final coincidem em “99,9%”.

A ONG americana Centro Carter também respaldou a “transparência” da entidade responsável pela organização das eleições.

Ambas as organizações destacaram a participação superior a 63% do eleitorado, a mais alta da história do país.

A MOE ressaltou a “solidez” da democracia colombiana, apesar do ambiente de “polarização” e “violência” que marcou a campanha presidencial.

De la Espriella chegou à presidência com um forte discurso contra a esquerda e uma das campanhas políticas mais bem-sucedidas do país, segundo especialistas.

Ele governará a partir de 7 de agosto até 2030, sucedendo Gustavo Petro, que esteve à frente do primeiro governo de esquerda da história da Colômbia por quatro anos, promovendo uma forte expansão dos investimentos sociais e mantendo elevada popularidade entre as classes de menor renda.

T LB

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *