Segunda-feira, 04/05/26

Cultivo de pepino japonês impulsiona economia no interior paulista

G1

Agricultores do Oeste Paulista têm encontrado no cultivo de pepino japonês uma fonte de renda estável e promissora. A utilização de estufas e o cultivo a céu aberto são as estratégias adotadas pelos produtores para atender à demanda do mercado, mesmo diante das variações climáticas.

Em Rancharia, interior de São Paulo, Ana Letícia Filetti e Reginaldo dedicam-se ao cultivo do pepino há quase uma década. A propriedade abriga mais de 600 pés em produção, protegidos em estufas. Essa técnica permite um controle maior da temperatura, minimizando os danos causados pelo sol intenso e garantindo a qualidade dos frutos. A estufa também facilita o processo de colheita.

De acordo com o engenheiro agrônomo Dario Sousa da Silva, o ambiente controlado das estufas é crucial para regular a umidade e a temperatura. Essa prática evita o surgimento de doenças e assegura uma coloração verde mais intensa, característica valorizada pelos consumidores.

O padrão comercial exige pepinos retos e uniformes, com uma caixa de 22 quilos sendo vendida por aproximadamente R$ 45. Já os frutos que não se enquadram nesse padrão são comercializados por cerca de R$ 15. Apesar da diferença de preço, os produtores consideram os valores satisfatórios.

Em Tupi Paulista, o agricultor Waldir Souza Delavalentina optou pelo cultivo a céu aberto. Essa escolha implica em desafios como a exposição direta ao sol, vento e chuva, o que exige um uso redobrado de adubos e fertilizantes. O ciclo de produção se torna mais longo, mas parte da colheita é destinada ao mercado regional, enquanto o restante é enviado para outros estados, como Mato Grosso.

Apesar das diferenças nas técnicas de cultivo e na produtividade, os agricultores da região demonstram otimismo com a cultura do pepino japonês. O ciclo rápido de produção e a boa aceitação do produto no mercado são fatores que motivam a continuidade dos investimentos.

Fonte: g1.globo.com

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