condições insalubres
Encontrada com dentes podres, menina desenvolveu anemia grave e não resistiu
Imagem: Redes Sociais
Um casal foi condenado a quatro anos de prisão após a morte da própria filha, uma criança de 3 anos que sofreu uma grave infestação de piolhos associada a condições insalubres dentro do apartamento em que vivia no estado de Nova York, nos Estados Unidos. O caso ganhou repercussão internacional recentemente, após a divulgação dos detalhes do processo e da sentença.
Condições precárias levaram à morte da criança
Joycelynn Ann Dylewski vivia com os pais, Matthew Dylewski, de 34 anos, e Samantha Dylewski, de 33, em um imóvel tomado por lixo, entulho e acúmulo de objetos. Segundo a imprensa local, as condições do apartamento eram tão degradantes que o local chegou a ser interditado.
De acordo com relatos do caso, a criança foi retirada do ambiente em estado crítico, apresentando sinais severos de negligência. Em uma das descrições do processo, consta que a menina estava com os dentes em estado de putrefação e que uma barata chegou a cair de seu gorro de inverno quando o acessório foi retirado.
A investigação apontou que a criança foi diagnosticada com anemia, condição que teria causado danos ao coração e a outros órgãos em decorrência da infestação de piolhos.
Os pais se declararam culpados no início deste ano pela acusação de homicídio por negligência criminosa.
Sentença e fala do juiz
Durante a leitura da sentença, o juiz do condado de Saratoga, James Davis, fez críticas duras ao pai da criança. O magistrado afirmou que a responsabilidade de garantir a segurança da filha foi completamente negligenciada.
“Você falhou como pai. Sua única função era mantê-la em segurança. Ela tinha 3 anos, e você falhou da maneira mais horrível”, disse o juiz. Ele ainda destacou que a situação era evitável e classificou o caso como “inadmissível”.
O casal recebeu pena de quatro anos de prisão, com previsão de cumprimento mínimo de um ano e três meses.
Além da prisão, Matthew e Samantha estão proibidos de se aproximar dos outros quatro filhos do casal até o ano de 2038. Durante a audiência, Matthew declarou brevemente: “Eu queria muito que isso não tivesse acontecido”.








