A taxa de desemprego do Brasil ficou em 5,6% no trimestre até maio, após marcar 5,8% nos três meses encerrados em fevereiro, que servem de base de comparação, apontou nesta sexta-feira (26) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O indicador é o menor para o intervalo até maio na série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). O levantamento começou em 2012.
Analistas do mercado financeiro esperavam desemprego de 5,6% para o período mais recente, segundo a mediana das projeções coletadas pela agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de 5,4% a 6%.
A pesquisa do IBGE abrange o mercado de trabalho formal, com carteira assinada ou CNPJ, e o setor informal, sem esses registros.
Nas estatísticas oficiais, uma pessoa de 14 anos ou mais que não tem emprego precisa estar à procura de oportunidades para ser considerada desempregada. Não basta só não trabalhar.
Analistas afirmam que o desemprego baixo reflete uma combinação de fatores. O principal, segundo eles, é o desempenho positivo da atividade econômica em meio a medidas de estímulo do governo federal nos últimos anos.
Outra questão citada é a mudança demográfica em curso no país. Com o envelhecimento da população, a tendência é de que uma parcela dos brasileiros saia do mercado e deixe de procurar ocupação. Isso reduz a pressão sobre a taxa de desemprego.
O mercado de trabalho ainda é influenciado por vagas ligadas à tecnologia.
Estudo do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) estimou no ano passado que o trabalho em aplicativos reduzia o desemprego em 1 ponto percentual.
A divulgação da Pnad ocorre em um momento no qual o Brasil discute o fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho e um de descanso na semana).
O projeto divide opiniões. É celebrado por representantes dos trabalhadores, mas encontra resistência de parte do empresariado.
TROCA NO IBGE
A presidência do IBGE, ocupada pelo economista Marcio Pochmann, anunciou na terça (23) a troca de duas coordenadoras do órgão.
Uma delas é Adriana Beringuy, à frente da Copad (Coordenação de Pesquisas por Amostra de Domicílios).
O departamento é o responsável pela produção da Pnad Contínua.
A direção do IBGE, que protagonizou uma série de atritos com parte dos servidores desde 2024, não detalhou os motivos das mudanças.
Para a entidade sindical dos trabalhadores do instituto (Assibge), as alterações refletem uma política de substituição de nomes que manifestaram divergências ou preocupações em relação a iniciativas da atual administração.








