Domingo, 28/06/26

Google alertou 11 milhões de pessoas antes de terremoto na Venezuela

Google alertou 11 milhões de pessoas antes de terremoto na Venezuela
Google alertou 11 milhões de pessoas antes de terremoto na – Reprodução

O mecanismo do celular que identifica se a tela está na horizontal ou na vertical também é capaz de detectar um terremoto. É o chamado “acelerômetro”. A detecção só ocorre quando o celular está parado em uma superfície plana. Se estiver no bolso, não funciona.

Quando um aparelho detecta vibrações compatíveis com as de um terremoto, ele envia os dados para o Google. Vários outros aparelhos fazem o mesmo. Então, o Google cruza as informações para estimar a localização e a magnitude do tremor. Em seguida, dispara os alertas para telefones naquela região.

O terremoto emite dois tipos de onda; a primeira é rápida e menos destrutiva, e já pode ser detectada pelo celular. A segunda é mais lenta e perigosa. Segundo o Google, a detecção começou apenas três segundos após a primeira onda. A seguir, o sistema levou mais seis segundos para reconhecer o terremoto e iniciar o envio dos alertas.

O sistema envia diferentes tipos de alerta para o celular, conforme a intensidade prevista na região onde está o aparelho. Nos casos mais graves, o aviso ocupa toda a tela do celular, emite um som de emergência e orienta o usuário a agir imediatamente.

No total, 1,4 milhão de pessoas receberam os alertas de maior gravidade. Considerando todos os outros tipos de alerta enviados, incluindo os de menor gravidade, o número de pessoas avisadas na Venezuela foi de 11,4 milhões.

Alertas foram recebidos entre alguns segundos até dois minutos antes de o terremoto ser sentido na superfície. Quem está mais distante do epicentro recebe o alerta com mais antecedência. Isso ocorre porque a detecção é rápida, já as ondas destrutivas vão avançando pelo território mais lentamente.


T LB

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