Segunda-feira, 29/06/26

DF ganha uma nova Sala Lilás para acolhimento de mulheres vítimas de violência

DF ganha uma nova Sala Lilás para acolhimento de mulheres vítimas de violência
DF ganha uma nova Sala Lilás para acolhimento de mulheres – Reprodução

O Distrito Federal ganhou, na última sexta-feira (26), mais um espaço permanente de acolhimento às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. A nova Sala Lilás é coordenada pela Polícia Militar e oferece atendimento 24 horas. 

O ambiente está localizado no Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB) e foi planejado para oferecer atendimento reservado, humanizado e qualificado. A unidade funcionará 24 horas por dia, todos os dias da semana, incluindo finais de semana e feriados, garantindo atendimento ininterrupto às mulheres em situação de vulnerabilidade.

Além do acolhimento, as vítimas também poderão acessar serviços da rede de proteção, com a oferta de orientações nas áreas jurídica, psicológica e de assistência social. Este é o terceiro espaço inaugurado na capital federal. 

Atualmente, já há unidades no Aeroporto Internacional de Brasília, no Lago Sul, no segundo piso do terminal (mezanino), dentro do posto da PM e no 27º Batalhão da Polícia Militar no Recanto das Emas. Além das estruturas fixas, a PM também conta com uma Sala Lilás itinerante, instalada em grandes eventos para ampliar o acolhimento especializado às mulheres em situação de violência.

Programa Viva Flor 

Além da construção da nova unidade, a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) anunciou a ampliação do Programa Viva Flor para mais cinco delegacias de polícia. A iniciativa é destinada às mulheres em situação de violência doméstica e familiar que possuem medidas protetivas ou são classificadas em situação de risco pela Polícia Civil. 

Após a avaliação, a vítima é incluída no programa, que funciona por meio de um aplicativo instalado no telefone celular e utilizado como botão de emergência. Nos casos em que o aparelho celular não seja compatível com o aplicativo, a Secretaria disponibiliza um Dispositivo de Proteção à Pessoa (DPP), similar à um smartphone. Através do aplicativo, as vítimas podem acionar o socorro pelo botão “preciso de ajuda”. 

A expansão leva o atendimento especializado a 8ª DP na Cidade Estrutural; 21ª DP em Taguatinga Sul; 26ª DP em Samambaia; 33ª DP em Santa Maria; 35ª DP Sobradinho; e 30ª DP em São Sebastião. O serviço já era oferecido, além das Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams) I e II, na 6ª DP no Paranoá; na 16ª DP em Planaltina; na 18ª DP em Brazlândia; na 20ª DP no Gama; e na 27ª DP no Recanto das Emas. 

A escolha das novas unidades foi baseada em estudos técnicos da pasta, que identificaram regiões com maior incidência de violência doméstica e familiar e necessidade de ampliar a capacidade de resposta.

Com a ampliação, as vítimas podem solicitar a inclusão imediata no Programa Viva Flor durante o registro da ocorrência. A descentralização permite que mulheres em situação de risco deixem de depender exclusivamente das delegacias especializadas para ingressar no programa e podem sair das unidades já protegidas pelo sistema de monitoramento. 

Como denunciar violência doméstica?

Em urgências, qualquer cidadão pode contatar o 190, número da Polícia Militar. Também há a possibilidade de contatar o número 197 da Polícia Civil para denúncias. A corporação disponibiliza um canal de atendimento online através da delegacia eletrônica. 

O atendimento é gratuito e a denúncia pode ser feita de forma anônima. O DF também conta com duas Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAM). Assim como as delegacias em geral, elas funcionam 24 horas por dia, todos os dias. 

A Defensoria Pública do DF também possui um canal de atendimento, por meio do número 129. A central funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 12h25 e das 13h15 às 16h55.

O Ministério das Mulheres disponibiliza a Central de Atendimento à Mulher, basta discar 180 no telefone. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas. A central oferece orientação sobre leis, direitos das mulheres e serviços da rede de atendimento, além de registro e encaminhamento de denúncias aos órgãos competentes.

T LB

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