Terça-feira, 30/06/26

Dataland abre em Los Angeles como museu de artes com IA

Dataland abre em Los Angeles como museu de artes com IA
Dataland abre em Los Angeles como museu de artes com – Reprodução

Segundo o projeto, o modelo foi treinado apenas com bases ambientais, como imagens, cantos de pássaros e medições meteorológicas, reunidas com autorização. “Também são dados coletados de forma ética”, afirmou Anadol.

O Dataland diz que tenta reduzir o impacto ambiental da computação necessária para rodar a experiência. De acordo com o LA Times, o Large Nature Model fica hospedado em um conjunto dedicado de servidores do Google Cloud no Oregon que opera com 87% de energia renovável sem carbono, e o gasto para processar a visita de uma pessoa seria semelhante a uma carga de smartphone.

O museu também aposta em parcerias para ampliar a proposta sensorial. A L’Oréal Luxe trabalhou com o estúdio em uma jornada de aromas inspirada em florestas tropicais, e o projeto prevê incluir o paladar com o Data.Chocolate, uma coleção limitada de quatro degustações feita com a Valerie Confections.

Como a experiência muda com o visitante

O Dataland usa biometria para fazer a obra reagir ao público, como se fosse um ambiente “vivo”. “Cada vez que o museu registra a umidade ou ouve a água dentro dos troncos, podemos falar sobre o batimento cardíaco de uma árvore”, disse Anadol ao LA Times.

O artista afirma que o conteúdo sonoro também cresce à medida que o sistema se conecta a diferentes florestas e padrões de clima. “Cada vez que o museu responde à floresta —pode ser Amazônia, Indonésia, Austrália— o arquivo acústico resultante cresce”, explicou Anadol.


T LB

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