Segundo o projeto, o modelo foi treinado apenas com bases ambientais, como imagens, cantos de pássaros e medições meteorológicas, reunidas com autorização. “Também são dados coletados de forma ética”, afirmou Anadol.
O Dataland diz que tenta reduzir o impacto ambiental da computação necessária para rodar a experiência. De acordo com o LA Times, o Large Nature Model fica hospedado em um conjunto dedicado de servidores do Google Cloud no Oregon que opera com 87% de energia renovável sem carbono, e o gasto para processar a visita de uma pessoa seria semelhante a uma carga de smartphone.
O museu também aposta em parcerias para ampliar a proposta sensorial. A L’Oréal Luxe trabalhou com o estúdio em uma jornada de aromas inspirada em florestas tropicais, e o projeto prevê incluir o paladar com o Data.Chocolate, uma coleção limitada de quatro degustações feita com a Valerie Confections.
Como a experiência muda com o visitante
O Dataland usa biometria para fazer a obra reagir ao público, como se fosse um ambiente “vivo”. “Cada vez que o museu registra a umidade ou ouve a água dentro dos troncos, podemos falar sobre o batimento cardíaco de uma árvore”, disse Anadol ao LA Times.
O artista afirma que o conteúdo sonoro também cresce à medida que o sistema se conecta a diferentes florestas e padrões de clima. “Cada vez que o museu responde à floresta —pode ser Amazônia, Indonésia, Austrália— o arquivo acústico resultante cresce”, explicou Anadol.








