19 FOCOS ELIMINADOS
Número representa metade de todos os registros de 2025. Agrodefesa reforça vacinação em áreas de risco e alerta para transmissão por morcegos
Goiás registra 17 casos de raiva em animais de produção no primeiro semestre de 2026 (Foto: Divulgação/Agrodefesa)
Goiás registrou 17 casos de raiva em animais de produção apenas no primeiro semestre de 2026, segundo dados da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). O número equivale a metade dos 34 casos confirmados durante todo o ano de 2025 e acende o alerta para a importância da vacinação e do monitoramento de morcegos hematófagos, principais transmissores da doença no estado.
Em 2026, a Agrodefesa realizou mais de 60 ações de fiscalização e monitoramento em abrigos de morcegos com suspeita de contaminação pelo vírus da raiva. As operações resultaram na eliminação de 19 focos da doença em diferentes regiões de Goiás.
Segundo a gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, a vacinação continua sendo a forma mais eficaz de proteger os rebanhos. Desde julho de 2025, a imunização obrigatória passou a ser exigida apenas em áreas consideradas de risco para a presença de morcegos hematófagos.
De acordo com ela, a mudança acompanha as diretrizes nacionais de combate à doença. Antes, a vacinação era realizada em todo o estado, mas o foco passou a ser o controle dos animais transmissores. “Quando a gente faz uma vacinação em massa, estamos protegendo o animal, mas a gente não consegue ter uma efetividade no controle dos morcegos contaminados com o vírus”, explicou.
A gerente destaca que o monitoramento das colônias é essencial para reduzir a circulação do vírus e evitar novos casos. “Não sabemos se essas regiões têm esses morcegos contaminados. Então, isso pode causar um risco para a própria saúde humana”, alertou.
Como é feito o controle?
Além de monitorar os abrigos, a Agrodefesa realiza o controle das colônias de morcegos hematófagos por meio da aplicação de uma pasta vampiricida nos animais capturados. Quando retornam aos abrigos, eles espalham o produto entre os demais morcegos, reduzindo a população infectada e o risco de transmissão.
Sintomas exigem atenção imediata
A raiva provoca alterações neurológicas em bovinos, equinos, caprinos e outros animais de produção. Entre os principais sinais estão dificuldade para andar, salivação excessiva, torção do pescoço e movimentos involuntários das patas enquanto o animal permanece deitado, sem conseguir se levantar.
Ao identificar qualquer um desses sintomas, a orientação é isolar imediatamente o animal e comunicar a Agrodefesa. O órgão ressalta que o animal suspeito não deve ser manipulado sem equipamentos de proteção, já que a doença pode ser transmitida para seres humanos quando a saliva de um animal infectado entra em contato com ferimentos ou mucosas, como olhos, nariz e boca.
Segundo Denise Toledo, o risco existe apenas quando há contato direto com secreções contaminadas pelo vírus.
Diagnóstico gratuito e sem punição
A Agrodefesa oferece gratuitamente o diagnóstico laboratorial para confirmar a doença e reforça que a comunicação de casos suspeitos não gera multas, bloqueio da propriedade ou qualquer tipo de sanção ao produtor rural.
“O que queremos nesse momento é auxiliar o produtor que já perdeu animais para a raiva”, afirmou a gerente.
As notificações podem ser feitas diretamente nos escritórios locais da Agrodefesa, por e-mail ou por meio da Ouvidoria da autarquia.








