Poucas horas após o governo anunciar redução na subvenção ao óleo diesel, a Petrobras anunciou nesta terça-feira (30) que cortará, no mesmo valor, o preço do combustível em suas refinarias. A operação casada elimina impactos ao consumidor final.
O corte nas refinarias será de R$ 0,35 por litro, valor igual ao da alta de R$ 0,35 com o fim de um dos subsídios dados pelo governo para reduzir efeitos da guerra no Irã sobre o bolso do consumidor.
Dessa forma, disse a estatal, o preço médio de venda do diesel em suas refinarias permanecerá em R$ 3,30 por litro.
Em nota, a Petrobras afirmou que a decisão por reduzir o preço foi tomada “diante da evolução dos mercados interno e externo de petróleo e derivados”, que vêm caindo com a expectativa de fim definitivo para o conflito.
O barril do Brent, referência internacional, está cotado a cerca de US$ 73, queda de mais de 20% no último mês –ao longo da guerra, os contratos futuros da commodity chegaram a superar os US$ 110.
A estatal, porém, segue praticando preços abaixo das cotações internacionais. Na abertura do mercado desta terça, o diesel vendido pela estatal custava R$ 1,11 por litro a menos do que a paridade de importação medida pela Abicom (Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis).
Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), o custo de importação de diesel para o Brasil em Santos (SP), por exemplo, caiu R$ 2,19 por litro desde o pico de R$ 6,36 por litro atingido na segunda semana de abril.
Como mostrou a Folha de S.Paulo, o mercado já avaliava que a retirada do subsídio só não teria impacto ao consumidor se a estatal absorvesse os custos.
Desde o início da guerra, estatal e governo têm agido em conjunto: a empresa ajustava seus preços na medida em que os programas de subvenção eram criados.
No comunicado divulgado nesta quinta, a estatal disse que “reafirma seu compromisso com uma atuação responsável, equilibrada e transparente, em consonância com sua estratégia comercial, que tem como premissa a não transferência da volatilidade de preços internacionais à sociedade brasileira”.








