Domingo, 05/07/26

Justiça do RJ autoriza quebra de sigilo do celular encontrado na cela de Jairinho

Justiça do RJ autoriza quebra de sigilo do celular encontrado na cela de Jairinho
Justiça do RJ autoriza quebra de sigilo do celular encontrado – Reprodução

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou nesta sexta-feira (3) a quebra de sigilo dos dados do telefone celular encontrado na cela do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, condenado pela morte do menino Henry Borel.

A apreensão do aparelho ocorreu na quarta (1º) no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, na zona oeste da capital fluminense.

Jairinho foi condenado a 43 anos, nove meses e 20 dias de prisão pela morte de Henry, registrada em março de 2021. O ex-vereador era padrasto da criança.

A decisão que aprovou a quebra de sigilo é assinada pela juíza Elizabeth Machado Louro. A magistrada presidiu o júri que condenou Jairinho, encerrado há um mês.

O pedido de quebra de sigilo partiu do MPRJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro). Na solicitação, o promotor Fabio Vieira dos Santos avalia que a medida é “especialmente necessária” para a apuração da eventual influência de Jairinho sobre pessoas do meio externo.

Para o promotor, a extração dos dados também poderá revelar eventuais provas de outros delitos.

A defesa de Jairinho afirmou que ainda não havia sido intimada a respeito da decisão. “Quando formos intimados, poderemos nos manifestar”, declarou o advogado Rodrigo Faucz.

A juíza autorizou que a extração dos dados do celular seja realizada pela Divisão Especial de Inteligência Cibernética do Ministério Público.

Conforme a Seppen (Secretaria de Estado de Polícia Penal), agentes localizaram o celular entre livros durante uma revista à cela de Jairinho.

O pai do menino Henry, Leniel Borel, cobrou a investigação dos dados contidos no telefone.

“Ao longo do processo, viemos alertando sobre os ataques coordenados a mim, pai da vítima, com o objetivo de tornar o crime menos desprezível perante a opinião pública e, assim, influenciar o júri”, afirmou.

“Agora [o celular] precisa ser investigado até o fim: quem colocou esse aparelho lá, há quanto tempo estava sendo usado, quais mensagens foram trocadas, com quem ele [Jairinho] falava e se houve tentativa de articulação, intimidação ou interferência em processos”, acrescentou.

T LB

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