Descobrir que a OpenAI, empresa dona da IA mais popular no Brasil, pode virar sócia do governo dos Estados Unidos não deve ter tirado o sono de ninguém. Aprendemos a não perguntar como as salsichas são feitas no mundo da IA. Mas, caso se concretize, será o momento decisivo de uma era e, ao menos tempo, uma pedra para lá de cantada.
O movimento une as trajetórias de duas pessoas, com interesses distintos, mas convergentes. De um lado, o cofundador da dona do ChatGPT Sam Altman e sua fervorosa crença na necessidade de um plano público de renda básica para remediar a vida trabalhadores, devastada pela IA —okay, a motivação não é essa, mas conto mais a seguir. De outro, o presidente norte-americano Donald Trump e a visão de que fazer “a América grande de novo” passa por uma associação umbilical com empresas de tecnologia, seja investindo nelas, seja recebendo uma graninha delas.
Não seria a primeira vez que um país detém parte de uma empresa —os exemplos são tantos que vou poupá-los. Nem é como se os EUA precisasse ser dono para intervir em uma companhia. Só que nunca lidamos com algo como a IA. Talvez não baste dizer, mas, em pouco tempo, ela forçou empresas e trabalhadores, governos e cidadãos a repensarem traços cruciais e consolidados de nossas vidas. Então pense em como ela reorienta como você se conecta ao mundo. Topa que um governo possa meter o bedelho nisso? Mesmo? Então vamos lá.








