O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manteve o tom elevado contra o Irã nesta quarta-feira, 8, e afirmou que não tem certeza se deseja firmar um acordo com os líderes iranianos, defendendo que é preciso “terminar o trabalho” iniciado. “Nunca veremos o Irã ter uma arma nuclear”, disse. Apesar da retórica, Trump afirmou que não acredita em uma retomada da guerra com Teerã e avaliou que, caso haja novos desdobramentos, “tudo acontecerá muito rapidamente”.
Durante coletiva de imprensa na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), ao comentar o mercado de energia, Trump afirmou que os EUA vivem atualmente um excesso de oferta de petróleo e previu queda dos preços. “Temos um excesso de petróleo neste momento. Isso terminará muito rapidamente, e o petróleo cairá”, declarou. Segundo ele, o governo tornará as condições para o setor “mais seguras”, acrescentando que “o petróleo será muito mais livre, muito mais fácil e muito mais rápido”.
As declarações provocaram reação de Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã. Em publicação no X o diplomata afirmou que as falas de Trump, “de insultos ao povo iraniano até ameaças de novos ataques”, representam “uma admissão do fracasso” da política de sanções e intimidação dos EUA. Gharibabadi acrescentou que é preciso responder a Trump “na linguagem que ele próprio usa”, afirmando que o presidente americano “entende melhor a linguagem da força”.
Estadão Conteúdo








